Juiz do STF intensifica monitoramento com vistorias e presença discreta de agentes, sem invadir residência
A PGR alertou que casas adjacentes à de Bolsonaro geram pontos cegos para rastreamento eletrônico, o que dificultaria a efetividade da tornozeleira.
Vigilância reforçada, mas com limites claros
O que foi determinado:
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Presença presencial de policiais penais na área externa descoberta da residência, especialmente os fundos e laterais do terreno.
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Vistorias obrigatórias em todos os veículos que saírem da casa, incluindo checagem de porta-malas e identificação dos motoristas e passageiros — os relatórios devem ser enviados diariamente ao STF.
A ordem preserva a intimidade e privacidade da família, limitando o monitoramento às áreas externas, conforme a regra de “restrição parcial da privacidade” vinculada à prisão domiciliar. A PGR, aliás, se opôs à presença contínua de policiais dentro da residência, recomendando uma abordagem menos intrusiva nos espaços externos
Contexto: por que reforçar agora?
As medidas ocorrem poucos dias antes do início do julgamento contra Bolsonaro na 1ª Turma do STF, marcado para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. Recentemente, foi encontrado um rascunho de pedido de asilo na Argentina no celular de Bolsonaro — o que motivou alertas sobre a possibilidade de fuga
O que as redes dizem — e o que isso pode representar
Nas redes sociais, o tema repercute com polarização: grupos favoráveis à intensificação da vigilância veem as ações como necessárias à garantia da justiça; já aliados de Bolsonaro contestam que a medida seria uma humilhação pública.
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