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sábado, maio 23, 2026

Milhões vão às ruas nos EUA em protestos contra governo de Donald Trump

“No Kings”: manifestações em todo o país criticam supostas práticas autoritárias e geram forte repercussão internacional

Protestos contra Trump: Milhares de manifestantes se reuniram neste sábado (18) em diferentes cidades dos Estados Unidos para protestar contra o governo do presidente Donald Trump. Os atos, batizados de “No Kings”, foram registrados em todos os 50 estados norte-americanos e tiveram como principal pauta a defesa da democracia e críticas ao que organizadores chamam de “tendências autoritárias” da atual administração.

De acordo com a Reuters, os protestos ocorreram de forma pacífica na maior parte do país, com grandes concentrações em Washington, Nova York, Los Angeles, Chicago e Atlanta. As manifestações foram organizadas por grupos de direitos civis, como a ACLU (American Civil Liberties Union), e movimentos sociais como Indivisible, que afirmam temer retrocessos em direitos constitucionais.

Críticas e reivindicações dos manifestantes

Os participantes dos protestos carregavam cartazes com frases como “Democracia, não monarquia” e “Nenhum rei acima da lei”, em alusão ao lema “No Kings” (“Sem Reis”, em tradução livre). As manifestações surgiram após o governo Trump anunciar novas medidas de segurança e de controle migratório, além de ampliar o uso do poder executivo para decisões sem aprovação do Congresso.

Segundo a AP News, os grupos acusam o presidente de concentrar poderes e ameaçar a liberdade de imprensa e o direito ao protesto pacífico. Já aliados do governo afirmam que as medidas são necessárias para garantir “ordem e estabilidade nacional”.

Mobilização nas redes sociais

Nas redes sociais, o tema dominou os trending topics mundiais, com milhões de menções em hashtags como #NoKings, #ProtestForDemocracy e #TrumpProtests. Diversos vídeos mostram marchas pacíficas, famílias com faixas pedindo “respeito à Constituição” e discursos de líderes comunitários pedindo união contra o que chamam de “excessos do poder executivo”.

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Apesar do caráter pacífico da maioria dos atos, algumas cidades registraram confrontos isolados entre grupos pró e contra Trump. As autoridades locais informaram que o policiamento foi reforçado, mas destacaram que os episódios foram pontuais e sem gravidade.

Reações do governo e possíveis desdobramentos

Em nota, a Casa Branca classificou as manifestações como “movimentos políticos motivados por oposição ideológica” e afirmou que o governo “respeita o direito ao protesto pacífico”, mas considera “infundadas” as acusações de autoritarismo.

Especialistas em ciência política apontam que os atos podem marcar o início de uma nova onda de mobilização cívica nos EUA, semelhante às manifestações que ocorreram em 2017, no primeiro mandato de Trump. Analistas também observam que o impacto político dos protestos pode se refletir nas próximas eleições legislativas.

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