Grupo criminoso utilizava empresas de fachada e movimentava milhões em esquema interestadual de tráfico
Quadrilha de tráfico é alvo em Manaus: O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (5) a Operação Véu de Areia, com foco na desarticulação de uma organização criminosa com base em Manaus, especializada em tráfico de drogas para fora do estado.
A ação contou com apoio das Polícias Civil e Militar e teve como alvo principal um condomínio de luxo localizado na zona norte da capital. A operação incluiu mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens, quebra de sigilo bancário e fiscal, além do sequestro de imóveis e valores ligados aos investigados.
Como funcionava o esquema criminoso
De acordo com o MPAM, a quadrilha utilizava empresas de fachada e terceiros como laranjas para lavar o dinheiro proveniente do tráfico. As investigações apontam que o grupo atuava no transporte de entorpecentes para estados como São Paulo, Minas Gerais, Pará e Rio Grande do Norte.
O esquema movimentava altos valores: 18 imóveis foram bloqueados pela Justiça e o montante sequestrado pode ultrapassar R$ 10 milhões, incluindo contas bancárias de empresas e pessoas físicas associadas à organização criminosa.
Suspeitos já foram denunciados
Um dos principais alvos foi preso em flagrante no condomínio Forest Hill, onde foram encontradas evidências que reforçam o vínculo com o tráfico. Outros 10 indivíduos foram formalmente denunciados, entre eles, empresários com histórico de movimentações financeiras atípicas.
A promotora Priscila Carvalho Pini, do Gaeco, explicou que “as medidas cautelares de bloqueio e sequestro visam impedir a dissipação dos recursos obtidos com o crime”. O processo corre sob sigilo judicial.
Repercussão e especulações nas redes
Nas redes sociais, o caso gerou grande repercussão. Usuários comentam a possível ligação do grupo com facções criminosas de fora do estado, o que ainda não foi confirmado oficialmente. Outros especulam que o uso de empresas de transporte como fachada pode ter facilitado a logística da quadrilha, inclusive via fluvial.
O termo “máfia dos condomínios” foi usado por internautas, em referência ao fato de que mais de uma operação recente foi deflagrada em conjuntos residenciais de alto padrão em Manaus.
Operações anteriores no mesmo local
O condomínio Forest Hill já havia sido alvo da Operação Linhagem, deflagrada pela Polícia Federal em maio deste ano. Na ocasião, o foco foi outro grupo criminoso com movimentação superior a R$ 360 milhões, também ligado ao tráfico e à lavagem de capitais ilícitos.
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