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sábado, maio 23, 2026

Lula autoriza contramedidas ao tarifaço de Trump e autoriza retaliação comercial contra os EUA

Lula autoriza Itamaraty a iniciar retaliação contra tarifas de Trump

Lula aciona Camex contra EUA: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o Itamaraty a acionar a Câmara de Comércio Exterior (Camex) para iniciar consultas que podem levar à aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos. A medida foi confirmada em 28 de agosto de 2025, como resposta às tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump às exportações brasileiras.

Contexto da crise comercial

As tarifas americanas começaram a vigorar em 1º de agosto de 2025 e afetam diretamente setores estratégicos, como o aço, alumínio e produtos agrícolas. Segundo analistas, as perdas para o Brasil podem ultrapassar US$ 10 bilhões anuais, caso não haja acordo.

A Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025) foi sancionada em julho deste ano e prevê a adoção de contramedidas proporcionais, incluindo tarifas adicionais, restrições a serviços e até suspensão de direitos de propriedade intelectual em relação a países que prejudiquem o comércio brasileiro.

O que está em jogo na Camex

Com a autorização de Lula, a Camex terá 30 dias para apresentar um relatório técnico sobre o impacto das medidas de Washington e recomendar possíveis reações. Caso a conclusão seja favorável, o Brasil poderá retaliar com tarifas equivalentes e até expandir as medidas para setores de serviços digitais e patentes.

O Itamaraty também comunicará oficialmente os EUA sobre o início das consultas, abrindo espaço para negociações diplomáticas antes da adoção de retaliações.

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Reações e especulações nas redes

Nas redes sociais, o tema já domina o debate. Perfis ligados ao agronegócio defendem uma reação firme para proteger produtores brasileiros. Por outro lado, críticos temem que uma escalada leve a uma “guerra comercial” que pode encarecer produtos e gerar impacto direto na inflação.

Hashtags como #TarifaçoTrump e #ReciprocidadeJá estão entre os assuntos mais comentados no Brasil, com opiniões divididas sobre até onde o governo deve ir na resposta aos EUA.

Declarações oficiais

Fontes do Palácio do Planalto destacaram que o objetivo não é romper relações, mas “recolocar o Brasil em pé de igualdade nas negociações”. Segundo diplomatas, ainda há espaço para diálogo, mas o país não ficará de braços cruzados diante de medidas unilaterais. “Não vamos aceitar restrições que prejudiquem nossos trabalhadores e nossas empresas. O Brasil tem instrumentos legais para responder, e vamos usá-los se necessário”, disse Lula em conversa com assessores, segundo relatos da imprensa.

Veja também: Hytalo Santos e marido deixam prisão em SP e são transferidos para penitenciária na Paraíba

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