Condenado foi enforcado nesta quinta-feira em Tóquio; caso ficou conhecido como um dos crimes mais brutais da história recente do Japão
Japão executa serial killer: Takahiro Shiraishi, de 34 anos, foi executado por enforcamento nesta quinta-feira, 27 de junho de 2025, no centro de detenção de Tóquio. Conhecido internacionalmente como o “assassino do Twitter”, ele foi condenado à pena de morte por assassinar nove pessoas, a maioria mulheres, entre agosto e outubro de 2017. O caso ganhou repercussão mundial devido à forma como as vítimas foram atraídas: por meio da rede social Twitter (atualmente chamada de X).
As vítimas tinham entre 15 e 26 anos e foram contatadas por Shiraishi após demonstrarem comportamentos relacionados à ideação suicida. Ele se apresentava como alguém disposto a ajudar, mas, segundo a investigação, o objetivo era encontrar vítimas vulneráveis para abusar sexualmente, matar e desmembrar. Os restos mortais foram armazenados em caixas térmicas em seu apartamento, em Zama, província de Kanagawa.
Confissão e condenação em 2020
Durante o julgamento, Takahiro Shiraishi confessou todos os crimes. A defesa alegou que as vítimas queriam morrer, mas a tese foi rejeitada pelo tribunal. O juiz responsável afirmou que os assassinatos foram premeditados, motivados por prazer pessoal e marcados por crueldade extrema. A sentença de morte foi confirmada em 2020, sem possibilidade de apelação.
A execução foi realizada conforme o procedimento legal japonês, que não informa com antecedência nem ao condenado nem à família. Essa prática, embora comum no Japão, é frequentemente criticada por organizações de direitos humanos.
Repercussão pública e debate sobre pena de morte
O caso voltou ao centro do debate público após a confirmação da execução. Organizações internacionais classificam a pena de morte no Japão como um procedimento sigiloso e desumano. Por outro lado, pesquisas recentes apontam que mais de 80% da população japonesa apoia a manutenção da pena capital, principalmente para crimes hediondos.
O Ministério da Justiça japonês declarou que a execução foi baseada na gravidade dos crimes e no impacto causado à sociedade. Com essa ação, o país realiza sua primeira execução desde 2022.
Discussão sobre redes sociais e prevenção
O caso também reabriu discussões sobre o papel das redes sociais na prevenção de crimes. Ativistas e especialistas defendem que as plataformas digitais precisam adotar mecanismos mais eficazes para identificar usuários em risco, principalmente adolescentes com sinais de sofrimento mental. Até o momento, a plataforma X (ex-Twitter) não se pronunciou sobre a reativação do debate.
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