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sábado, maio 23, 2026

Idoso de 71 anos é preso por fingir ser policial e aplicar golpe de rifa em Londrina

Golpe de “rifa solidária” repaginado com uniforme policial

Idoso preso por se passar por policial em Londrina: Um homem de 71 anos foi preso em Londrina (PR) suspeito de se passar por policial civil para forçar comerciantes a comprar rifas sob a promessa de “ajuda” a policiais aposentados.

Segundo a Polícia Civil, o golpe vinha sendo praticado há mais de uma década, e somente no último ano o acusado teria arrecadado aproximadamente R$ 700 mil com a extorsão.

Aparência de autoridade

O suspeito usava um uniforme com brasão da Polícia Civil e afirmava atuar “em nome de entidades de classe”, exigindo que comerciantes contribuíssem com valores que variavam entre R$ 200 e R$ 500 para participar da rifa.

Ele alegava que os recursos seriam destinados a policiais aposentados e que os participantes concorreriam a prêmios — entre eles, uma motocicleta.

Intimidação e coação

Quando um comerciante se mostrava relutante ou incapaz de pagar, ele fazia uso de ameaças veladas dizendo que, em caso de “não colaboração”, o estabelecimento poderia deixar de ser amparado ou protegido legalmente.

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Câmeras de segurança captaram diversas abordagens dele dentro de lojas e comércios, sustentando as investigações policiais.

Prisão, apreensões e implicações legais

A prisão preventiva do idoso ocorreu após investigação iniciada há cerca de 45 dias, quando denúncias de comerciantes chegaram à Delegacia Cidadã de Londrina.

Durante busca e apreensão, foram recolhidos uniformes falsos, folhetos da rifa, documentos relacionados ao esquema e materiais que reforçam sua atuação criminosa.

Acusações formais

Ele responde por crimes como estelionato, falsificação de documento público, extorsão, lavagem de dinheiro e ameaça.

A Polícia Civil alerta: nenhuma entidade oficial ou sindicato legítimo pode exigir valores em dinheiro diretamente de comerciantes ou cidadãos para “rifas” ou contribuições.

Reações dos comerciantes

Vítimas desse golpe manifestaram indignação nas redes sociais, denunciando que o esquema estava se tornando rotineiro em Londrina e região. Muitos relatam que sequer buscavam apoio policial por medo ou descrédito.

Teorias e hipóteses em circulação

Nas redes, há quem especule que o idoso contava com cúmplices ou base de atuação mais ampla em municípios vizinhos. Outros levantam dúvidas sobre como ele obteve uniformes com brasões autênticos — hipótese que já está sendo investigada pela polícia.

Veja também: Chefe de facção alvo da PF passou por cirurgias plásticas para tentar escapar da polícia

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