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sábado, maio 23, 2026

FAB mobiliza caças com mísseis e bloqueia o espaço aéreo do Rio de Janeiro durante a Cúpula do BRICS para garantir segurança de líderes internacionais.

Medida inédita mobiliza Força Aérea com armamento real, zonas de exclusão e reação imediata contra ameaças aéreas

FAB usa mísseis para proteger Cúpula do BRICS: A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou que utilizará caças F-5M armados com mísseis reais durante a Cúpula do BRICS, que acontecerá neste domingo (6) e segunda-feira (7), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. A decisão, classificada como medida de segurança máxima, visa proteger chefes de Estado de países como Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul.

Segundo a FAB, o uso de armamento real em eventos dessa natureza é inédito em território nacional. A última vez que caças brasileiros estiveram em prontidão semelhante foi durante visitas de autoridades estrangeiras em situações de alto risco, mas sem uso de mísseis ativos.

Por que caças armados com mísseis?

O comandante de Operações Aeroespaciais, tenente-brigadeiro do Ar Alcides Teixeira Barbacovi, afirmou que a operação busca agilizar o tempo de resposta contra possíveis violações do espaço aéreo. “Trabalhamos com prevenção, mas é preciso estar preparado para neutralizar qualquer ameaça que coloque em risco as autoridades ou a população civil”, declarou.

Entre os mísseis embarcados nos caças estão modelos de autodefesa e interceptação aérea, cuja capacidade de destruição é suficiente para neutralizar aeronaves invasoras em segundos.

Como funcionará o bloqueio aéreo

Três zonas de exclusão no espaço aéreo carioca

O espaço aéreo da cidade será segmentado em três camadas de segurança:

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  • Zona de 150 km: proibida para voos recreativos, agrícolas, drones, parapentes e aeronaves não autorizadas.

  • Zona de 10 km: acesso restrito a aviões oficiais e de suporte à cúpula.

  • Zona crítica (1.350 × 955 metros): só aeronaves da FAB com missão definida poderão circular, como helicópteros Black Hawk e aeronaves de resgate.

A medida é coordenada pelo COMAE (Comando de Operações Aeroespaciais) em parceria com o DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), além do apoio das Forças Armadas, Polícia Federal, Marinha, Exército e Anac.

Quais aeronaves estarão envolvidas?

A mobilização inclui:

  • F-5M e A-29 Super Tucano (combate e patrulha armada)

  • KC-390 (avião de reabastecimento em voo)

  • E-99 (radar de alerta aéreo)

  • H-60 Black Hawk (apoio logístico e resgate)

Ao todo, 670 militares da FAB estarão destacados para o monitoramento e defesa aérea nos dois dias de evento.

Aeroportos e circulação afetados

O Aeroporto Santos Dumont será fechado da 0h do sábado (5) até as 18h da segunda-feira (7), por estar dentro da zona crítica. Já o Aeroporto Internacional do Galeão seguirá funcionando normalmente, recebendo as delegações oficiais e voos comerciais.

O que dizem as redes sociais?

A decisão da FAB gerou forte repercussão nas redes sociais. Muitos internautas elogiaram o nível de segurança adotado, mas outros questionaram se há ameaças reais não divulgadas ao público.

“Estão escondendo algo? Mísseis em pleno Rio?” — escreveu um usuário no X (antigo Twitter).
“Se estão armando até caça, é porque o buraco é mais embaixo”, comentou outro.

Especialistas em segurança reforçam que não há indícios públicos de ameaças concretas, mas o uso de mísseis reflete o grau de importância estratégica da Cúpula do BRICS e a necessidade de proteger figuras de Estado de peso geopolítico.

O que esperar dos próximos dias?

Com o esquema aéreo em vigor, qualquer aeronave que desrespeitar as restrições poderá ser interceptada, escoltada ou abatida, dependendo do nível de risco.

O evento reúne os presidentes Lula (Brasil), Vladimir Putin (Rússia), Xi Jinping (China), Narendra Modi (Índia) e Cyril Ramaphosa (África do Sul). Também são esperadas autoridades da Arábia Saudita, Egito, Irã, Etiópia e Emirados Árabes Unidos, novos membros do BRICS.

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