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sábado, maio 23, 2026

Estudante de Direito é acusada de matar quatro pessoas por envenenamento e confessou ter enviado bolo falso para incriminar esposa de PM

Caso Ana Paula Veloso choca o país e revela rede de manipulações e mortes por envenenamento

Acusada de matar por envenenamento: A estudante de Direito Ana Paula Veloso Fernandes, de 36 anos, está presa sob acusação de ser responsável por quatro homicídios cometidos com veneno entre janeiro e maio de 2025. Três das mortes ocorreram em Guarulhos (SP) e uma em Duque de Caxias (RJ). A Justiça paulista já aceitou denúncia contra ela por homicídio qualificado, e as investigações seguem em andamento.

Segundo o Ministério Público, Ana Paula mantinha uma vida aparentemente comum, frequentando aulas e eventos, mas apresentava um comportamento manipulador. Ela teria criado diferentes versões dos fatos para despistar a polícia e tentar culpar outras pessoas.

O padrão dos crimes e as provas encontradas

De acordo com a Vara do Júri de Guarulhos, os crimes foram cometidos por motivo torpe, com uso de veneno em alimentos e bebidas, impossibilitando a defesa das vítimas. Durante buscas em sua residência, foram encontrados frascos com terbufós, um agrotóxico de alta toxicidade.

A acusada também teria testado o veneno em dez cães, conforme laudos anexados ao processo. A polícia afirma que os testes serviram como preparação para os crimes contra pessoas.

A tentativa de manipular a investigação

Durante as investigações, Ana Paula teria criado uma narrativa de que também havia sido vítima de tentativa de envenenamento, alegando ter recebido um bolo contaminado em sua faculdade. A polícia descobriu que a própria suspeita teria enviado o alimento, fingindo ser outra pessoa.

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Segundo o delegado responsável pelo caso, Ana Paula confessou o episódio, afirmando que o objetivo era incriminar a esposa de um policial militar, com quem ela teria mantido um relacionamento extraconjugal. Nenhum dos colegas chegou a comer o bolo, e a farsa foi descoberta pela perícia.

Reações e risco à ordem pública

A Justiça considerou o caso de extrema gravidade. O juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, da Vara do Júri de Guarulhos, afirmou que a acusada representa “risco concreto à sociedade”, destacando a frieza e a capacidade de manipulação psicológica observada no processo.

Além das mortes, ela também é investigada por falsificar mensagens, criar ameaças falsas contra si mesma e tentar culpar ex-amantes pelos crimes. As autoridades acreditam que o número de vítimas pode ser maior.

O que ainda está sob apuração

Embora as confissões e provas indiquem um padrão consistente de comportamento, ainda não há sentença definitiva. As investigações continuam em São Paulo e no Rio de Janeiro, e novas perícias estão em andamento para confirmar a presença de substâncias tóxicas nas vítimas.

Nas redes sociais, o caso gerou grande repercussão e debate sobre o perfil psicológico da acusada. Usuários comentam o contraste entre sua imagem pública — de estudante e mulher carismática — e os crimes brutais atribuídos a ela.

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