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sábado, maio 23, 2026

Enviado de Trump afirma que Putin aprovou plano com garantias de segurança à Ucrânia

Acordo teria sido negociado como alternativa à proibição de entrada da Ucrânia na Otan

Putin aceita garantias para Ucrânia: O empresário norte-americano Steve Witkoff, enviado informal do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, afirmou que o presidente russo Vladimir Putin concordou com a oferta de garantias de segurança para a Ucrânia durante conversas preliminares realizadas no início deste mês. Segundo Witkoff, o entendimento foi apresentado como solução alternativa à exigência russa de que Kiev nunca ingresse na Otan.

De acordo com informações divulgadas pela rede norte-americana Fox News, Witkoff declarou que Putin se mostrou aberto a uma fórmula baseada em “garantias bilaterais e multilaterais” para preservar a segurança da Ucrânia, contanto que essas garantias não configurem, formalmente, uma adesão à aliança militar liderada pelos Estados Unidos.

Discussões ainda informais e sem confirmação oficial

Fontes ligadas ao Departamento de Estado informaram que o diálogo ainda está em fase não oficial e não envolve representantes diplomáticos formais do governo norte-americano. Witkoff teria sido enviado por Trump em caráter extraoficial, com o objetivo de testar alternativas diplomáticas viáveis para um eventual acordo de paz.

Apesar da declaração, nem Moscou nem Kiev confirmaram publicamente a existência de um entendimento preliminar. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, limitou-se a dizer que “qualquer proposta deve respeitar a soberania da Rússia” e que “os termos precisam estar alinhados com os interesses de segurança do país”. Já o governo ucraniano, em nota breve, reiterou que a adesão à Otan continua sendo objetivo estratégico do país.

Reações internacionais e especulações nas redes

Analistas consideram que a suposta disposição de Putin em aceitar garantias externas pode indicar uma flexibilização da posição russa, mas alertam que o cenário diplomático continua altamente instável. Especialistas também lembram que, em outras ocasiões, Moscou utilizou negociações informais como estratégia para ganhar tempo no campo militar.

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Nas redes sociais, o tema provocou intenso debate. Entre os comentários mais compartilhados estão questionamentos sobre os reais interesses de Trump em intermediar o acordo, e a possibilidade de a proposta ser usada como trunfo eleitoral nas eleições norte-americanas. Outros usuários levantam dúvidas sobre a durabilidade de qualquer acordo que seja negociado fora dos canais oficiais da Otan e do Conselho de Segurança da ONU.

Veja Também: Após se Encontrar com Putin no Alasca, Trump Marca Reunião com Zelensky em Washington

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