Greve Nacional Mobiliza Entregadores em 59 Cidades
Greve Nacional dos Entregadores de Aplicativos: Nesta segunda-feira, 31 de março de 2025, entregadores de aplicativos iniciaram uma greve nacional de dois dias, conhecida como “Breque dos Apps”. A paralisação ocorre em 59 cidades brasileiras, incluindo 18 capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e visa reivindicar melhores condições de trabalho e remuneração justa.
Principais Reivindicações da Categoria
Os entregadores apresentam quatro demandas centrais:
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Taxa mínima por entrega de R$ 10: Atualmente, a taxa mínima é considerada insuficiente para cobrir os custos operacionais dos trabalhadores.
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Aumento do valor por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50: Busca-se uma compensação mais justa pelo deslocamento realizado.
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Limitação do raio de atuação para bicicletas em até 3 km: Objetiva-se adequar as entregas às capacidades físicas dos ciclistas.
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Pagamento integral por pedidos agrupados na mesma rota: Atualmente, quando múltiplos pedidos são agrupados, os entregadores relatam não receber o valor completo por cada entrega individual.
Declarações Oficiais e Respostas das Empresas
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como iFood, Uber e 99, afirmou respeitar o direito de manifestação dos entregadores e destacou a existência de canais de diálogo abertos com a categoria. Segundo a Amobitec, dados do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) indicam um aumento de 5% na renda média dos entregadores entre 2023 e 2024, alcançando R$ 31,33 por hora trabalhada.
Impactos e Mobilizações nas Capitais
Em São Paulo, centenas de entregadores se reuniram na Praça Charles Miller, no Pacaembu, e seguiram em motociata até a sede do iFood em Osasco. Manifestações semelhantes ocorrem em outras capitais, com bloqueios em centros comerciais e protestos em frente a estabelecimentos parceiros dos aplicativos.
Especulações e Discussões nas Redes Sociais
Nas redes sociais, usuários debatem a eficácia da greve e a possibilidade de novas regulamentações para o setor. Alguns questionam se a paralisação de dois dias será suficiente para pressionar as empresas a atenderem às demandas, enquanto outros sugerem a necessidade de uma mobilização mais prolongada.
Insatisfações dos Motoristas de App
A greve nacional dos entregadores de aplicativos evidencia a crescente insatisfação da categoria com as condições de trabalho e remuneração oferecidas pelas plataformas. Enquanto as empresas destacam avanços e mantêm canais de diálogo, os trabalhadores seguem mobilizados em busca de melhorias concretas. O desfecho dessa paralisação poderá influenciar significativamente o futuro das relações laborais no setor de entregas por aplicativo no Brasil.
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