Depoimento ao STF expõe tentativa de ruptura institucional no Brasil pós-eleições de 2022
Depoimento Ex-comandante da FAB: Em depoimento prestado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 21 de maio de 2025, o ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, revelou que o então comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, colocou as tropas navais à disposição do ex-presidente Jair Bolsonaro com o objetivo de impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva em 2023.
Discussões sobre medidas de exceção e prisão de autoridades
Baptista Júnior relatou que, após as eleições de 2022, ocorreram reuniões entre Bolsonaro e os comandantes das Forças Armadas para discutir medidas que poderiam impedir a transição de poder. Entre as propostas discutidas estavam a decretação de Estado de Defesa ou de Sítio e a prisão de autoridades, incluindo o ministro do STF Alexandre de Moraes. O ex-comandante da FAB afirmou que se opôs veementemente a essas ideias e alertou Bolsonaro sobre as consequências legais de tais ações.
Divergência entre os comandantes militares
Enquanto Baptista Júnior e o então comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, se posicionaram contra qualquer tentativa de ruptura institucional, o almirante Garnier demonstrou apoio às ideias de Bolsonaro. Baptista Júnior destacou que Garnier foi o único entre os comandantes a oferecer apoio militar ao ex-presidente.
Repercussão e investigações em andamento
As revelações de Baptista Júnior fazem parte das investigações conduzidas pelo STF sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Bolsonaro e outros ex-integrantes de seu governo são réus na ação penal que apura o caso. O depoimento do ex-comandante da FAB reforça as suspeitas de que houve articulações no alto escalão militar para impedir a posse de Lula.
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