PF aponta que deputado e seu pai agiram para intimidar o Judiciário; PGR vê provas robustas e avalia pedido de prisão preventiva
Eduardo Bolsonaro pode ser preso por coação: A situação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se agravou nos últimos dias, após investigadores da Polícia Federal e integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliarem que há material robusto para indiciá-lo por coação no curso do processo, obstrução de justiça e tentativa de abolir o Estado democrático de direito. As evidências incluem postagens, vídeos, reuniões e movimentações realizadas nos Estados Unidos, onde Eduardo buscava apoio internacional contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
As apurações indicam que o parlamentar atuou ativamente para pressionar instituições estrangeiras a retaliar decisões do Judiciário brasileiro, em especial do ministro Alexandre de Moraes. A conduta é vista como uma tentativa de interferir diretamente no andamento de investigações que atingem o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do deputado.
As acusações que pesam contra Eduardo Bolsonaro
O inquérito foi autorizado por Alexandre de Moraes em 26 de maio de 2025, e reúne elementos que podem embasar um pedido de indiciamento formal por três crimes:
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Coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal): tentativa de impedir ou influenciar investigações e decisões judiciais;
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Obstrução de justiça associada a organização criminosa (art. 2º, §1º da Lei 12.850/2013);
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Abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal), por articulações internacionais que, segundo a PF, poderiam configurar ameaça à soberania nacional.
A Procuradoria-Geral da República já avalia se há elementos suficientes para apresentar denúncia formal ao STF, o que pode desencadear a suspensão de mandato e até pedido de prisão preventiva.
O que dizem as autoridades e os bastidores
Segundo fontes da CNN Brasil e do jornal O Globo, procuradores apontam que há “farto material probatório” nas redes sociais e em documentos obtidos com autorização judicial, inclusive registros de encontros em Washington com figuras da direita norte-americana, como Steve Bannon.
Para o ministro Alexandre de Moraes, Eduardo tem promovido “ações reiteradas e orquestradas com o objetivo de enfraquecer as instituições democráticas brasileiras”, como consta em despacho obtido pela imprensa.
O senador Randolfe Rodrigues (AP) e o deputado Lindbergh Farias (RJ), ambos do PT, apresentaram pedido formal ao STF para prisão preventiva de Eduardo, acusando-o de “traição à pátria” por solicitar sanções estrangeiras contra um magistrado brasileiro — referência à aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes.
A repercussão nas redes e os bastidores políticos
Teorias, memes e divisão de opiniões
A notícia da possível prisão de Eduardo Bolsonaro repercutiu intensamente nas redes sociais, gerando milhares de publicações com hashtags como #PrendeEduardoJá, #TraiçãoÀPátria, e também reações contrárias sob os rótulos #CensuraJudicial e #PerseguiçãoPolítica.
Alguns internautas especulam que o deputado estaria sendo usado como “isca” para justificar uma futura ofensiva jurídica contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que também está sob investigação. Outros acreditam que a movimentação nos EUA fazia parte de uma estratégia diplomática, não criminosa.
Parlamentares da base do governo Bolsonaro, por sua vez, acusam o STF de ultrapassar os limites constitucionais e ameaçar a liberdade parlamentar e diplomática de seus membros. Eduardo, até agora, nega qualquer ilegalidade e afirma que sofre perseguição ideológica por parte de Moraes.
Próximos passos e possíveis consequências
Risco de indiciamento e prisão
Caso a PGR decida formalizar a denúncia, o STF poderá transformar Eduardo em réu pelos crimes citados. Se considerado uma ameaça à ordem pública ou à instrução do processo, pode haver decretação da prisão preventiva, além da perda de foro privilegiado em caso de cassação de mandato.
Analistas apontam que o caso representa uma escalada sem precedentes na tensão entre Judiciário e bolsonarismo, com potencial de afetar a estabilidade institucional e o ambiente político nos próximos meses.
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