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sábado, maio 23, 2026

CPMI do INSS prende Rubens Oliveira Costa, ex-diretor ligado a empresas do “Careca do INSS”

Prisão em sessão da comissão provoca reações em Brasília

CPMI INSS prende ex-diretor: A CPMI que investiga fraudes no INSS decretou a prisão de Rubens Oliveira Costa, ex-diretor financeiro de empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A decisão foi tomada durante sessão em Brasília, após os parlamentares considerarem que o depoente mentiu e omitiu informações relevantes.

Segundo a relatora, deputada Adriana Ventura (Novo-SP), a medida foi necessária para preservar a investigação sobre um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

Suspeitas sobre esposa de ex-procurador

Durante as apurações, a comissão destacou que uma das empresas beneficiadas no esquema tinha como sócia Thaisa Hoffmann Jonasson, esposa de Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS.
Embora o nome dela tenha sido citado em relatórios, não há registro oficial de prisão até o momento. O caso gerou intensa repercussão nas redes sociais, com questionamentos sobre até onde o esquema teria alcançado dentro do próprio órgão.

Movimentações milionárias

Documentos apresentados indicam que as empresas ligadas ao grupo investigado movimentaram cifras elevadas em contratos e consultorias. Parlamentares afirmaram que os valores desviados podem chegar a bilhões de reais ao longo dos últimos anos, em prejuízo direto para segurados do INSS.

Pressão sobre o governo

A prisão em pleno andamento da CPMI aumentou a pressão sobre o governo federal e sobre a direção atual do INSS, que corre contra o tempo para recuperar a credibilidade do órgão.

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Debate nas redes

Nas redes sociais, usuários dividiram opiniões: alguns defenderam a prisão como necessária para coibir a corrupção, enquanto outros cobraram cautela até que a Justiça conclua as apurações.

Declarações oficiais

A Polícia Legislativa confirmou a detenção de Rubens Oliveira Costa, que foi conduzido após ordem da comissão. O advogado de defesa afirmou que seu cliente “não cometeu qualquer ilegalidade e colaborou integralmente”.

Já a presidência da CPMI reiterou que a investigação seguirá apurando “quem lucrou com o esquema” e que novos pedidos de prisão podem ocorrer se houver indícios de obstrução ou falso testemunho.

Veja também: Careca do INSS desiste de depor e CPMI cancela reunião em cima da hora

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