Comissão investiga esquema que pode ter causado prejuízo de R$ 6,3 bilhões aos cofres públicos
CPI convoca ex-presidentes do INSS: A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta terça-feira (26), a convocação de dez ex-presidentes do Instituto Nacional do Seguro Social e o convite a ex-ministros da Previdência. O objetivo é esclarecer responsabilidades em fraudes que teriam causado perdas de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Ex-presidentes convocados
Segundo a Agência Senado, os depoimentos são de comparecimento obrigatório. Estão na lista nomes que comandaram o INSS em diferentes governos, como:
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Lindolfo Neto de Oliveira Sales (2012–2015)
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Elisete Berchiol da Silva Iwai (2015–2016)
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Leonardo de Melo Gadelha (2016–2017)
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Francisco Paulo Soares Lopes (2017–2018)
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Edison Antônio Costa Britto Garcia (2018–2019)
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Renato Rodrigues Vieira (2019–2020)
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Leonardo José Rolim Guimarães (2020–2021)
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Guilherme Gastaldello Pinheiro Serrano (2022–2023)
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Glauco André Fonseca Wamburg (interino em 2023)
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Alessandro Antonio Stefanutto (2023–2025)
Todos deverão prestar esclarecimentos diretamente à comissão sobre sua gestão à frente do instituto.
Ex-ministros convidados
Além dos ex-presidentes, a comissão aprovou o convite para ouvir ex-ministros da Previdência Social. A lista inclui nomes como:
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Carlos Eduardo Gabas (Dilma Rousseff)
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José Carlos Oliveira (Jair Bolsonaro)
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Onyx Lorenzoni (Jair Bolsonaro)
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Carlos Lupi (Lula)
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Miguel Rossetto (Dilma Rousseff)
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Wolney Queiroz (atual ministro, governo Lula)
Embora inicialmente os depoimentos sejam facultativos, parlamentares já discutem a possibilidade de converter convites em convocações, caso haja ausência não justificada.
Fraudes sob investigação
A CPMI apura denúncias de irregularidades em descontos automáticos aplicados a aposentados e pensionistas sem autorização, além de esquemas envolvendo associações e entidades privadas. A Polícia Federal já realizou operações sobre o caso, como a Operação Sem Desconto, que revelou parte do esquema fraudulento.
De acordo com relatório preliminar da comissão, o prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 6,3 bilhões, valor que teria sido desviado ao longo de cinco anos.
Declarações oficiais
O presidente da CPMI, senador Sérgio Petecão (PSD-AC), afirmou que os depoimentos são fundamentais para “entender como um esquema dessa magnitude se manteve por tanto tempo dentro do sistema previdenciário brasileiro”.
Já o relator da comissão, deputado André Fufuca (PP-MA), destacou que o objetivo não é apenas responsabilizar, mas também propor medidas para reforçar os mecanismos de controle no INSS.
Próximos passos
Os depoimentos devem começar nas próximas semanas. A expectativa é que, após as oitivas, o relatório final da comissão proponha mudanças legais e administrativas para fortalecer a fiscalização e evitar novas fraudes contra aposentados e pensionistas.
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