Homem de 63 anos foi surpreendido pela Polícia Civil enquanto aguardava atendimento médico
Condenado por estupro é preso no INSS: Um homem de 63 anos, condenado pelo crime de estupro de vulnerável, foi preso nesta quarta-feira (23) dentro de uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no município de Santarém, no oeste do Pará. Segundo a Polícia Civil, ele estava no local para realizar uma perícia médica quando foi abordado pelos agentes e recebeu voz de prisão.
A ordem judicial havia sido expedida pela Vara de Proteção à Infância e Juventude de Porto Velho, em Rondônia, estado onde o crime ocorreu no ano de 2020. A pena determinada pela Justiça foi de oito anos de reclusão em regime fechado. O condenado, cuja identidade não foi divulgada, estava residindo em Santarém há algum tempo.
Operação contou com apoio da Polícia Militar
A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Pará, com apoio da Polícia Militar. Após levantamentos realizados pelo setor de inteligência, os agentes localizaram o condenado e acompanharam seus passos até o momento da abordagem. Ele foi preso no interior da unidade do INSS enquanto aguardava atendimento na fila de perícia médica.
Após a prisão, o homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil e, em seguida, transferido para o sistema prisional. Ele permanecerá à disposição da Justiça de Rondônia para o cumprimento da pena já transitada em julgado.
Condenação definitiva e tentativa de fugir da Justiça
O crime que motivou a condenação ocorreu há quatro anos. Desde então, o réu havia deixado o estado de Rondônia, possivelmente com o objetivo de evitar a execução da sentença. A Justiça rondoniense expediu o mandado de prisão definitiva no início de julho de 2025.
As investigações indicam que o homem se mudou para Santarém sem comunicar às autoridades judiciais, tentando reconstruir a vida longe do estado onde foi julgado. A atuação integrada das forças policiais permitiu a localização e prisão do foragido.
Repercussão e debate sobre crimes sexuais
O caso repercutiu nas redes sociais e levantou discussões sobre a necessidade de maior integração entre sistemas judiciais e órgãos públicos para impedir que condenados se escondam em outras regiões. A prisão em um local público reacendeu o debate sobre transparência em processos que envolvem crimes sexuais contra menores.
Especialistas ouvidos pela imprensa destacaram que o sigilo da identidade do condenado pode ser justificado pelo fato de a vítima ser menor de idade, preservando sua integridade psicológica e evitando exposição indevida.
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