Justiça de SP aceita denúncia por crime com meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima
Padrasto vira Réu por feminicídio infantil: A Justiça de São Paulo aceitou, nesta terça-feira (22), a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e tornou Diego Antonio Sanches Magalhães réu por feminicídio qualificado. Ele confessou ter matado a enteada Larissa Manuela, de apenas 10 anos, no município de Barueri, na região metropolitana da capital paulista.
A denúncia foi aceita com base em qualificadoras como meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por se tratar de crime contra menor de 14 anos, agravado pelo vínculo de convivência familiar.
Assassinato chocou o país pela crueldade e pela idade da vítima
Segundo o inquérito da Polícia Civil, o crime ocorreu dentro da residência onde a criança vivia com a mãe e o padrasto. O corpo foi encontrado com sinais de extrema violência, e laudos preliminares apontam para agressões físicas que resultaram em morte por traumatismo.
A Promotoria classificou o caso como “assassinato hediondo contra vulnerável”, e sustentou que o autor utilizou métodos que impossibilitaram qualquer chance de reação da menina.
“Trata-se de crime repugnante, cometido de forma covarde e brutal contra uma criança indefesa”, afirmou o promotor do caso em nota oficial.
Réu está preso preventivamente e confissão embasou a denúncia
Diego Antonio foi preso em flagrante logo após o crime e, em depoimento, confessou a autoria, sem apresentar justificativas claras para o ato. A prisão foi convertida em preventiva, e o réu permanece custodiado enquanto responde ao processo criminal.
A denúncia apresentada pelo MPSP foi baseada em provas técnicas, testemunhos e na própria confissão do padrasto, que agora deverá ser julgado por feminicídio com qualificadoras, podendo receber pena superior a 30 anos de prisão caso seja condenado.
Caso reacende debate sobre violência doméstica infantil no Brasil
O assassinato de Larissa Manuela ganhou forte repercussão nas redes sociais, com milhares de internautas se mobilizando sob as hashtags #JustiçaPorLarissa e #FeminicídioInfantil. Grupos de defesa dos direitos da infância e organizações sociais também cobraram mais rigor na aplicação das penas e criticaram a falta de políticas públicas de proteção a crianças em ambientes familiares violentos.
Levantamentos recentes apontam que, em 2023, o Brasil registrou mais de 1.400 casos de feminicídio, sendo cerca de 6% contra vítimas com menos de 14 anos.
Processo corre em sigilo e julgamento pode começar ainda este ano
Por envolver vítima menor de idade, o processo tramita em segredo de Justiça, mas fontes ligadas ao Judiciário indicam que o julgamento pode ocorrer ainda em 2025. A defesa do acusado deverá apresentar sua versão nos próximos dias, mas até o momento, nenhum pedido de liberdade foi aceito pela Justiça. Enquanto isso, a mãe da menina, abalada, ainda não se pronunciou publicamente.
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