Tragédia evitada por pouco: área já havia sido isolada pela Defesa Civil
Desabamento no Mauazinho: moradores cobram Prefeitura: Na manhã da sexta-feira, 4 de abril de 2025, duas residências desabaram na rua Fábio Lucena, no bairro Mauazinho, zona leste de Manaus. Os imóveis estavam em área de risco e já haviam sido isolados previamente pela Defesa Civil, o que evitou feridos. As estruturas cederam após fortes chuvas intensificarem o deslizamento de terra na região.
População protesta nas ruas contra demora da Prefeitura
Horas após o desabamento, moradores indignados bloquearam a avenida Rio Negro com pneus em chamas e cartazes de protesto. As mensagens exigiam resposta rápida do poder público e denunciavam o descaso com a comunidade. “Estamos cansados de promessas. Queremos ação, queremos segurança!”, gritavam manifestantes.
O protesto paralisou o trânsito e chamou atenção da imprensa local e nacional. Os vídeos da manifestação viralizaram nas redes sociais e impulsionaram cobranças de figuras públicas e influenciadores regionais.
Prefeitura de Manaus afirma prestar apoio às famílias afetadas
A Prefeitura de Manaus, por meio da Defesa Civil e da Semasc (Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania), informou que 14 famílias estão recebendo atendimento emergencial e sendo cadastradas para o programa de auxílio-moradia. Segundo nota oficial, técnicos da prefeitura acompanham a situação no local desde os primeiros alertas de risco.
A gestão municipal reiterou que a área desmoronada já estava isolada e que as famílias haviam sido orientadas a evacuar. Ainda assim, moradores alegam lentidão no início das obras de contenção prometidas desde o início do ano.
Região já enfrentou outros desabamentos neste ano
Esta não é a primeira vez que o Mauazinho sofre com deslizamentos. Em janeiro de 2025, desabamentos semelhantes atingiram casas próximas, o que levou a Justiça a determinar o pagamento de auxílio aluguel às famílias afetadas e a obrigação da prefeitura de prestar apoio durante a relocação.
Moradores relatam que pouco foi feito desde então. “Passaram por aqui, tiraram fotos e prometeram contenção. Até agora, nada aconteceu”, disse Adriana Santos, uma das moradoras da rua atingida nesta nova ocorrência.
Redes sociais impulsionam pressão pública por respostas
No X (antigo Twitter) e Instagram, vídeos dos desabamentos e do protesto alcançaram milhares de visualizações em poucas horas. Hashtags como #SosMauazinho e #PrefeituraResponda estiveram entre os tópicos mais comentados regionalmente.
A pressão digital aumentou o clamor por respostas concretas. Internautas cobraram o cumprimento das decisões judiciais e a aceleração de obras de infraestrutura para evitar novas tragédias.
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