Agressor insultou e arremessou pedra após discussão; caso causou indignação e gerou debate sobre xenofobia em Portugal
Brasileira é atacada com pedrada no Porto: Na noite da última quarta-feira (25), a brasileira Gabriela Johann, chefe de cozinha que reside no Porto, foi atacada com uma pedrada na cabeça enquanto caminhava pela Rua de Cedofeita, uma das mais movimentadas da cidade. O caso ocorreu por volta das 22h30 e foi narrado por Gabriela em postagem na rede social Threads.
Por trás de uma janela, um homem a insultou com as palavras “fala baixo, vaca”. Ao retrucar o agressor, Gabriela foi atingida imediatamente por uma pedra lançada com força, o que provocou tontura e sangramento intenso.
Atendimento médico e registro da ocorrência
Ela caiu no chão, formou-se uma poça de sangue e a amiga que a acompanhava também se feriu após tropeçar em patinetes estacionados. Um médico que passava prestou os primeiros socorros, e a ambulância chegou em cerca de dez minutos. No hospital, Gabriela recebeu cinco pontos na cabeça, foi submetida à tomografia, que não indicou lesões internas, e recebeu alta logo em seguida.
Capaz de recolher a pedra usada no crime, a Polícia de Segurança Pública (PSP) registrou o caso como queixa-crime de natureza semi-pública. Gabriela também compareceu ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exames exigidos pelo inquérito.
Vítima relata choque e questiona xenofobia
Em sua postagem, Gabriela afirmou que a dor “é mais psicológica do que física” e declarou nunca ter vivido situação similar no Brasil. Afirmou também que poderia ter morrido e ressalta a vulnerabilidade sentida por imigrantes em solo estrangeiro.
Em redes sociais, internautas expressaram repúdio, levantaram discussões sobre o aumento de casos de xenofobia em Portugal contra brasileiros e reclamaram por maior segurança em áreas urbanas.
Investigação segue em curso
A Polícia recolheu o objeto utilizado no ataque, identificou características físicas do suspeito (homem português, mais velho, calvo, de bigode, regata branca) e continua as buscas por câmeras de segurança e testemunhas.
O processo judicial será conduzido com base na queixa-crime registrada e nas evidências recolhidas pela investigação até o momento.
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