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sábado, maio 23, 2026

Ataque cibernético paralisa Heathrow, Bruxelas e Berlim e provoca caos nos aeroportos

Sistemas fora do ar causam atrasos e cancelamentos em massa

Ataque cibernético paralisa aeroportos europeus: Um ataque cibernético contra o sistema de check-in e embarque da Collins Aerospace, empresa que fornece tecnologia para aeroportos em todo o mundo, gerou um verdadeiro colapso em grandes terminais europeus. Entre os mais afetados estão o Aeroporto de Heathrow, em Londres, além dos terminais de Bruxelas e Berlim-Brandenburg.

Segundo a Reuters, o ataque ocorreu na madrugada de sexta para sábado (19 de setembro de 2025) e paralisou temporariamente o software MUSE, responsável por processos de autoatendimento como check-in eletrônico, despacho de bagagens e emissão de cartões de embarque.

A falha obrigou companhias aéreas a recorrerem a procedimentos manuais, causando filas intermináveis, atrasos em dezenas de voos e cancelamentos ao longo do dia.

Impacto direto nos passageiros

Heathrow em alerta máximo

Em Londres, o aeroporto de Heathrow — o mais movimentado da Europa — orientou que passageiros chegassem com ainda mais antecedência: duas horas para voos domésticos e três horas para viagens internacionais. Milhares de viajantes foram surpreendidos por longas filas e tempo de espera acima do normal.

O aeroporto confirmou que se tratava de um problema externo e pediu que passageiros acompanhassem o status dos voos diretamente com as companhias aéreas.

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Bruxelas e Berlim recorrem ao check-in manual

No Aeroporto de Bruxelas, as autoridades relataram “impacto significativo” e confirmaram cancelamentos expressivos de voos. Apenas o atendimento manual foi mantido.

Já em Berlim-Brandenburg, passageiros relataram filas de até duas horas para conseguir despachar bagagens, o que comprometeu a pontualidade de diversos voos regionais e internacionais.

Reações oficiais e investigações

Empresas e autoridades se manifestam

A empresa RTX, controladora da Collins Aerospace, reconheceu que o incidente tem origem em “problema de cibersegurança” e que equipes trabalham para restaurar a total funcionalidade dos sistemas.

O governo britânico disse acompanhar de perto a situação e classificou o episódio como “grave falha que reforça a necessidade de proteção digital de infraestruturas críticas”.

Em Bruxelas e Berlim, administrações locais também se pronunciaram, destacando que os protocolos de segurança de voo e controle aéreo não foram comprometidos.

O que se comenta nas redes sociais

Enquanto as autoridades falam em cautela, as redes sociais foram tomadas por especulações:

  • Usuários sugerem que o ataque possa ter sido orquestrado por grupos de hackers internacionais, interessados em expor falhas de segurança digital.

  • Outros associam o episódio a possíveis testes de vulnerabilidade contra sistemas críticos de transporte na Europa.

  • Há ainda quem questione se incidentes semelhantes poderiam comprometer não apenas o embarque de passageiros, mas também operações mais sensíveis do setor aéreo.

Até o momento, não há indícios de que os sistemas de controle de tráfego tenham sido atingidos.

Consequências econômicas e de imagem

Analistas apontam que o ataque pode gerar milhões de euros em prejuízos para companhias aéreas e aeroportos, além de manchar a reputação de segurança digital de operadores internacionais.

Especialistas em cibersegurança lembram que este não é o primeiro ataque a sistemas de transporte na Europa e alertam que aeroportos são alvos cada vez mais visados por criminosos digitais.

A expectativa é de que novos protocolos sejam implementados para reduzir riscos e aumentar a resiliência tecnológica do setor.

Veja Também: Banco Central emite dois alertas em 48h sobre ataques hackers a instituições financeiras

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