Nikkei atinge maior nível em um ano após pacto bilionário que reduz tarifas sobre produtos japoneses
Trump e Japão: acordo bilionário: As ações japonesas dispararam nesta terça-feira (23) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um acordo comercial com o Japão que promete reduzir tarifas de importação e incentivar investimentos bilionários nos EUA. O índice Nikkei 225 subiu 3,3%, atingindo seu maior patamar em doze meses, impulsionado principalmente pelos papéis de grandes montadoras, como Toyota, que valorizou mais de 13%, e Mazda, com alta de cerca de 17%.
Redução de tarifas e investimento bilionário marcam o novo pacto
Segundo Trump, o acordo prevê a redução das tarifas de 25% para 15% sobre produtos exportados do Japão para os EUA, beneficiando especialmente o setor automotivo. Em contrapartida, o Japão se comprometeu a investir US$ 550 bilhões nos Estados Unidos, em projetos industriais e de infraestrutura.
Durante a coletiva de imprensa em Washington, Trump afirmou:
“Esse é um acordo enorme, talvez o maior já feito com o Japão. Vai gerar centenas de milhares de empregos para os americanos.”
As autoridades japonesas ainda não divulgaram todos os detalhes da implementação, mas confirmaram que o pacto foi celebrado em caráter definitivo.
Impacto imediato no mercado financeiro
A resposta dos mercados foi rápida. O Nikkei 225 encerrou o dia acima dos 41 mil pontos, enquanto os títulos do governo japonês sofreram liquidação: o rendimento do papel de 10 anos subiu para 1,595%, o mais alto em 17 anos. O iene foi negociado próximo a ¥147 por dólar, com leve desvalorização de 0,2%.
Outras bolsas asiáticas e europeias também registraram ganhos, refletindo o otimismo global com a sinalização de um ambiente mais favorável ao comércio internacional.
Redes sociais reagem com especulações sobre próximos alvos
Nas redes, a notícia provocou debates sobre os motivos políticos do acordo e as possíveis consequências para a China e a União Europeia. Usuários apontaram que Trump pode estar usando os acordos comerciais como estratégia para ampliar sua base de apoio internacional e pressionar outros blocos econômicos a aceitarem condições semelhantes.
O acordo com o Japão é o sexto anunciado recentemente pela gestão Trump, que também firmou parcerias com Reino Unido, Filipinas, Indonésia, Vietnã e China. A expectativa agora recai sobre negociações com a União Europeia, que enfrenta prazo até 1º de agosto para evitar tarifas adicionais.
Especialistas preveem pressão crescente sobre Europa e Ásia
Para analistas consultados pela Reuters e Japan Times, o acordo reforça a posição dos EUA como maior força negociadora do mundo e pode forçar países europeus e asiáticos a aceitarem termos mais favoráveis aos interesses americanos.
“A magnitude do investimento japonês nos EUA e a redução tarifária criam um novo padrão. A União Europeia deve ser o próximo foco de Washington”, avaliou o economista Alan Brigham, da Hennings & Associates.
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