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sábado, maio 23, 2026

Câmara aprova urgência para votar gratuidade da bagagem de mão em voos

Passageiros comemoram avanço de projeto que pode proibir cobrança por mala de cabine

Urgência da PL das Bagagens é aprovada na Câmara: A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (21), o regime de urgência para votação do Projeto de Lei 5041/2025, conhecido como “PL das Bagagens”. A medida acelera a tramitação da proposta que garante aos passageiros o direito de transportar gratuitamente uma bagagem de mão e um item pessoal em voos domésticos e internacionais que operem em território brasileiro.

Com a urgência aprovada, o texto será levado diretamente ao plenário, sem passar pelas comissões da Casa. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a decisão responde às recentes tentativas de companhias aéreas de restringirem o transporte gratuito de bagagem de mão. “O consumidor vem em primeiro lugar”, declarou Motta após a aprovação do requerimento.

O que o projeto propõe

De autoria do deputado Da Vitória (PP-ES), o PL 5041/2025 determina que as companhias aéreas não poderão cobrar tarifas adicionais ou oferecer planos que limitem o direito do passageiro de levar uma mala de cabine e um item pessoal, como mochila, bolsa ou pasta.

O texto mantém a regulamentação da ANAC quanto ao peso e às dimensões das bagagens, atualmente fixadas em até 10 kg para a mala de mão, mas transforma esse direito — hoje apenas regulatório — em lei federal.

A proposta também abrange voos internacionais que tenham conexão ou partida em aeroportos brasileiros, garantindo o mesmo direito aos passageiros que embarcarem no país.

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Por que o tema ganhou urgência

Nos últimos meses, companhias aéreas brasileiras começaram a lançar categorias de passagens “básicas”, que limitavam ou retiravam o direito à bagagem de mão gratuita, gerando críticas de consumidores e de órgãos de defesa do consumidor.
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) chegou a notificar empresas do setor para esclarecer as novas políticas tarifárias.

O caso reacendeu um antigo debate iniciado em 2017, quando a ANAC permitiu a cobrança por bagagens despachadas. Na época, as companhias alegaram que a medida reduziria o custo das passagens — algo que, segundo parlamentares, não se concretizou.

Repercussão e debate nas redes

Nas redes sociais, a aprovação do regime de urgência repercutiu com força. Milhares de internautas celebraram o avanço do projeto, classificando-o como uma “vitória do consumidor”, enquanto outros usuários questionaram se a gratuidade pode acabar elevando o preço final das passagens.

Alguns comentários sugerem que as companhias aéreas poderão compensar a perda da cobrança em outros serviços, como marcação de assento ou alteração de voo. A discussão sobre o equilíbrio entre direitos do passageiro e sustentabilidade do setor aéreo tornou-se um dos temas mais comentados na noite de terça-feira.

O que dizem os próximos passos

Com o regime de urgência aprovado, o projeto deve ser votado no plenário ainda em outubro. Caso receba maioria simples, seguirá para o Senado e, depois, para sanção presidencial.
Se aprovado, o PL tornará obrigatório por lei o direito ao transporte gratuito de bagagem de mão e item pessoal, e companhias que descumprirem a regra poderão sofrer sanções administrativas.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), cada companhia continuará responsável por definir os limites de peso e tamanho dentro dos parâmetros legais, mas o passageiro não poderá ser cobrado por exercer esse direito.

O impacto esperado para os consumidores

Especialistas em direito do consumidor afirmam que a medida traz maior previsibilidade e transparência nas tarifas aéreas, evitando que passageiros sejam surpreendidos com custos extras. Já representantes do setor aéreo alertam para possíveis impactos econômicos, argumentando que a gratuidade poderá elevar o custo operacional das empresas.

Mesmo com as divergências, a expectativa é que a votação aconteça ainda nesta semana, com forte pressão popular para aprovação definitiva.

Veja também: Lula confirma Guilherme Boulos como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência

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