Estrutura desabou após colisão com veículo de carga em julho de 2024; obra atrasou por impasse judicial com seguradora e será custeada com verba municipal
Manaus vai reconstruir passarela da Torquato: Na manhã de 6 de julho de 2024, a passarela Santos Dumont, localizada na Avenida Torquato Tapajós, em Manaus, desabou completamente após ser atingida por uma carreta que transportava maquinário pesado. O impacto da colisão foi tão intenso que a estrutura metálica caiu sobre a pista, interditando parte da via e deixando pelo menos duas pessoas feridas, incluindo um motociclista e um pedestre que passavam no momento da queda.
A passarela era um dos principais pontos de travessia da região, com uso diário por centenas de trabalhadores, estudantes e moradores da zona Centro-Oeste da capital amazonense.
Prefeitura opta por usar recursos próprios após negativa da seguradora
Após o acidente, a Prefeitura de Manaus abriu um processo para responsabilizar a empresa de transporte e acionar o seguro obrigatório. No entanto, a seguradora se recusou a cobrir os custos, alegando falta de responsabilidade direta no projeto da passarela, o que gerou um impasse judicial que se estende até hoje.
Diante da demora, o município anunciou na segunda-feira (7 de julho de 2025) que iniciará a reconstrução com recursos próprios, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf). A nova passarela será feita com módulos pré-fabricados e terá 5,50 metros de altura — um metro a mais que a estrutura anterior —, para evitar novas colisões com veículos de grande porte.
Reclamações públicas pressionaram decisão da gestão municipal
Vereador cobra providências e cobra resposta à população
O vereador Rodrigo Guedes (PP) usou suas redes sociais para criticar a demora da Prefeitura. Segundo ele, foram mais de seis meses de pressão pública e política, com pedidos de explicações e cobranças formais no plenário da Câmara. “Essa passarela caiu por negligência e levou um ano para que a população tivesse uma resposta. É inadmissível”, declarou.
Nas redes sociais, moradores da região comentaram que a ausência da passarela causou graves riscos aos pedestres, que foram obrigados a atravessar a movimentada avenida em meio ao trânsito. O caso voltou a ganhar repercussão em outubro de 2024, quando um homem caiu de uma altura de cinco metros nos escombros da antiga estrutura, reacendendo a pressão popular.
O que muda com a nova passarela
Projeto visa segurança, agilidade e acessibilidade
A Seminf informou que o novo modelo será instalado em até 90 dias e usará tecnologia modular, que permite montagem rápida e menos impacto viário. Além disso, serão instaladas rampas de acessibilidade e iluminação em LED, com foco na segurança noturna.
A nova altura — superior ao padrão anterior — deverá ser adotada como referência para futuras obras na capital. A expectativa é de que a reabertura da travessia beneficie milhares de pessoas por dia, especialmente moradores dos bairros Alvorada, Planalto e Redenção.
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