EUA Cortam Laços com Caracas e Deixam Indústria em Alerta
Trump revoga acordo petrolífero com Venezuela: O ex-presidente Donald Trump anunciou a revogação do acordo que permitia a exportação de petróleo da Venezuela para os Estados Unidos, revertendo a flexibilização concedida pelo governo de Joe Biden em 2022. A decisão promete abalar o setor energético e reacender tensões entre os dois países.
O Que Levou Trump a Revogar o Acordo?
A revogação foi anunciada oficialmente em 26 de fevereiro de 2025 e entra em vigor a partir de 1º de março. Trump justificou a medida alegando falta de avanços democráticos na Venezuela, a suposta fraude eleitoral nas últimas eleições presidenciais e a falha do governo de Nicolás Maduro em cumprir acordos para repatriação de imigrantes venezuelanos em situação irregular.
O impacto imediato será sobre a Chevron, a única empresa americana autorizada a operar no setor petrolífero venezuelano sob licença especial concedida pelo Departamento do Tesouro dos EUA. Agora, suas atividades no país estão em risco, o que pode gerar perdas bilionárias e dificultar ainda mais a economia venezuelana, que tem o petróleo como principal fonte de receita.
Como a Revogação Afeta o Mercado de Petróleo?
A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, mas depende de tecnologia e investimentos estrangeiros para manter sua produção. A reimposição de sanções deve forçar Caracas a buscar novos parceiros, como China, Rússia e Irã, enquanto os EUA precisarão compensar a perda dessa fonte de importação.
Especialistas apontam que a decisão de Trump pode influenciar os preços internacionais do petróleo, já que a Venezuela era uma alternativa para suprir o mercado americano diante das restrições impostas à Rússia. Em resposta, o preço do barril do Brent subiu 3% nas últimas 24 horas, refletindo a tensão no setor.
Maduro Reage: “Agressão Contra o Povo Venezuelano”
O presidente venezuelano Nicolás Maduro reagiu com dureza à decisão, classificando-a como “um ato de agressão econômica” e prometendo retaliar de forma diplomática. “Nós não seremos reféns das chantagens imperialistas. A Venezuela continuará exportando seu petróleo para aliados fiéis”, afirmou Maduro em pronunciamento transmitido na TV estatal.
Além disso, setores governistas venezuelanos discutem uma possível aproximação com potências do Oriente Médio e com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para ampliar sua rede de clientes e reduzir dependência do mercado norte-americano.
EUA e Venezuela Poderão Reatar o Acordo?
Apesar da decisão drástica, analistas acreditam que a reabertura de negociações entre os países não está descartada, principalmente se houver pressão de empresas americanas afetadas pela medida. A Chevron, por exemplo, vinha investindo na exploração de campos de petróleo venezuelanos e deve buscar caminhos legais para manter seus interesses no país.
Setores da oposição venezuelana também enxergam a revogação como um obstáculo para avanços diplomáticos. “A sanção total pode piorar a crise humanitária e fechar espaços para uma transição democrática”, declarou um representante da Plataforma Unitária, que representa setores opositores a Maduro.
Nas redes sociais, a polêmica segue intensa. Muitos apoiadores de Trump celebram a medida como um acerto na pressão contra Maduro, enquanto opositores criticam o impacto econômico e humanitário que pode resultar do bloqueio.
O Futuro das Relações EUA-Venezuela
A reviravolta na política petrolífera entre os dois países pode ter efeitos a longo prazo, não apenas no comércio de combustíveis, mas também na geopolítica da América Latina.
Com o cenário incerto, os próximos meses serão decisivos para definir se o bloqueio será definitivo ou se haverá espaço para novas negociações entre Washington e Caracas.
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