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sexta-feira, abril 4, 2025

Repórter é incluído por engano em grupo de mensagens de aliados de Trump e descobre planos militares confidenciais

Editor da The Atlantic recebe mensagens confidenciais sobre ataques ao Iêmen após erro de segurança em grupo no Signal

Repórter recebe planos de guerra por erro do governo Trump: Um erro grave de segurança expôs planos militares sigilosos do governo Trump a um jornalista norte-americano. O editor-chefe da revista The Atlantic, Jeffrey Goldberg, foi acidentalmente incluído em um grupo de mensagens no aplicativo Signal, onde altos funcionários da administração Trump discutiam ataques militares contra rebeldes Houthis no Iêmen.

O caso, confirmado por fontes da Casa Branca, revelou falhas críticas no protocolo de segurança digital e levantou preocupações sérias sobre o uso de plataformas não seguras para tratar de informações sensíveis de segurança nacional.

Erro de convite expõe planos de ataque no Oriente Médio

Mensagens com coordenadas, horários e táticas foram enviadas a jornalista por engano

De acordo com o jornal The Wall Street Journal, o grupo de mensagens foi criado para facilitar a comunicação entre membros do alto escalão da gestão Trump, incluindo o vice-presidente J.D. Vance, o secretário de Defesa Pete Hegseth e o secretário de Estado Marco Rubio. No entanto, por falha humana, Jeffrey Goldberg foi adicionado ao grupo.

O jornalista relatou que, inicialmente, acreditava se tratar de um erro ou piada. No entanto, os conteúdos compartilhados — como coordenadas de bombardeios, horários dos ataques e informações logísticas — se mostraram autênticos quando os eventos descritos ocorreram exatamente como previstos nas mensagens.

A Operação militar contra alvos Houthis no Iêmen, que envolveu forças navais e aéreas, acabou sendo confirmada horas depois pelos canais oficiais dos EUA.

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Reação da Casa Branca e negação de Hegseth

Governo reconhece o erro, mas minimiza impacto; Hegseth nega uso de mensagens

O Conselho de Segurança Nacional dos EUA confirmou que o número de Goldberg foi inserido acidentalmente e afirmou que uma investigação foi aberta para identificar a origem da falha e reforçar os controles de segurança digital.

Em entrevista posterior, o secretário de Defesa Pete Hegseth negou que qualquer plano de guerra tenha sido discutido por mensagens de texto, apesar das evidências mostradas por Goldberg, incluindo prints e registros de horário.

Enquanto isso, o presidente Donald Trump declarou “não saber de nada” sobre o incidente, mas aproveitou para criticar a imprensa, especialmente a The Atlantic, dizendo que “é uma revista decadente e parcial”.

Redes sociais reagem: vazamento ou amadorismo?

Internautas ironizam episódio e pedem investigação mais profunda

O episódio viralizou nas redes sociais, com internautas acusando o governo Trump de amadorismo e negligência em assuntos de segurança nacional. Hashtags como #GrupoDoTrump e #PlanoDeGuerraPorZap ficaram entre os trending topics nos Estados Unidos.

Especialistas em segurança digital alertaram para os riscos de discutir informações classificadas em plataformas como Signal, mesmo que criptografadas. “É uma violação grave da doutrina de comunicação governamental”, afirmou um ex-agente do Pentágono ao The Guardian.

Impacto político e militar: confiança abalada?

Embora os ataques ao Iêmen tenham ocorrido como planejado, o incidente causou constrangimento entre aliados internacionais e evidenciou a fragilidade da atual estrutura de segurança da gestão Trump. Parlamentares democratas pedem uma audiência de emergência no Congresso para discutir o uso de aplicativos pessoais em decisões de guerra.

Até o momento, nenhum membro do alto escalão foi responsabilizado formalmente, mas a repercussão do caso ainda pode gerar desdobramentos políticos nos próximos dias.

Veja Também: Trump nega guerra com a China, mas afirma que EUA estão preparados para conflito

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