Deputados acusam Alexandre de Moraes de abuso, censura e desrespeito a imunidade parlamentar
Pedido de impeachment contra Moraes: Na noite de 5 de agosto de 2025, cinco deputados do PL — Hélio Lopes (RJ), Sóstenes Cavalcante (RJ), Cabo Gilberto Silva (PB), Coronel Chrisóstomo (RO) e Rodrigo da Zaeli (MT) — protocolaram no Senado Federal um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Manifestação simbólica derrubada
O pedido se baseia no episódio ocorrido no fim de julho, quando os deputados tentaram montar uma greve de silêncio na Praça dos Três Poderes, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à proposta de anistia para os réus dos atos de 8 de janeiro. A manifestação foi desmontada por ordem de Moraes, que determinou sua retirada imediata e autorizou prisões em caso de resistência. Os autores afirmam que Moraes cometeu censura, abuso de autoridade, improbidade administrativa e violação da imunidade parlamentar.
Cenário político e sinais no Senado
Apoio já chega a 38 senadores — faltam três para quorum de admissibilidade
Segundo levantamento da Gazeta do Povo, 38 senadores já teriam se posicionando a favor da abertura do processo, restando apenas três votos para alcançar a maioria simples necessária (41) para admitir o pedido. Ainda assim, para efetivar a destituição, seriam necessários 54 votos (2/3 do Senado).
Pressão institucional
Parlamentares da oposição também ocuparam as bancadas do Senado e da Câmara para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a pautar o pedido de impeachment e outros pontos do chamado “pacote da paz” — incluindo anistia ampla e fim do foro privilegiado.
Alcolumbre, por outro lado, solicitou calma e diálogo, alertando que impedir deliberadamente as sessões do Congresso configura um ato arbitrário e afasta-se dos princípios democráticos.
O que dizem as redes e especialistas
Polarização ideológica e motivações ocultas
Nas redes sociais, a iniciativa tem sido interpretada como parte de uma estratégia política de setores bolsonaristas para desgastar o STF e retaliar decisões recentes de Moraes. Usuários questionam se o movimento reflete mais uma disputa partidária do que uma busca constitucional por responsabilização.
Analistas ressaltam que, apesar da aparente força inicial (38 senadores apoiando), as chances reais de aprovação final no Senado são consideradas remotas, dada a rigidez do processo e a histórica rejeição a destituir ministros do STF por ampla maioria

