Deputado é alvo de medida do STF por suposta articulação golpista; bloqueio inclui até vencimentos da Câmara
Eduardo Bolsonaro tem bens bloqueados: O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou no último sábado (20) o bloqueio integral dos bens, contas bancárias, transações via Pix e até do salário do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A medida foi proferida no contexto do inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado e os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
A decisão gerou forte repercussão política, tanto nos bastidores de Brasília quanto nas redes sociais, onde apoiadores do parlamentar e opositores do STF manifestaram opiniões divergentes sobre o alcance da medida. Moraes justificou a ação como “essencial à continuidade das investigações” e ao ressarcimento de eventuais prejuízos causados ao Estado.
Decisão bloqueia salário e patrimônio do parlamentar
Instituições financeiras já foram notificadas
De acordo com fontes do Supremo, a ordem de bloqueio inclui todos os ativos vinculados ao CPF de Eduardo Bolsonaro, abrangendo contas correntes, aplicações, fundos, criptoativos e também meios de pagamento como o Pix. O salário de deputado, que atualmente gira em torno de R$ 41 mil brutos, também ficará indisponível até nova deliberação judicial.
O Banco Central, a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) foram oficiados para monitorar eventuais movimentações suspeitas e garantir o cumprimento imediato da decisão.
Moraes mira “núcleo político” da suposta tentativa de golpe
Eduardo é apontado como peça-chave em articulações
A medida contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está inserida em uma sequência de ações coordenadas que visam o chamado “núcleo político” da tentativa golpista. Segundo relatório da Polícia Federal, que embasou a decisão, Eduardo teria atuado diretamente em reuniões e articulações que buscavam invalidar o resultado das eleições de 2022.
Embora não haja denúncia formal até o momento, a retenção patrimonial foi considerada necessária para impedir a dilapidação de bens e evitar movimentações que possam obstruir o andamento do processo.
Reações nas redes e no Congresso
Oposição fala em abuso, aliados do STF defendem firmeza
Aliados do deputado classificaram a medida como “autoritária e sem base legal”, enquanto ministros do STF e parlamentares governistas defenderam a atuação de Moraes como “necessária e proporcional à gravidade dos fatos”.
Nas redes sociais, a hashtag #CensuraSTF voltou aos trending topics, enquanto outros usuários cobraram que mais envolvidos nos atos antidemocráticos também sejam alvos de bloqueio.
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