Após pedir reparos, residente recebe multa de R$ 30 mil e intimação para desocupação
Morador multado após denunciar cratera em Manaus: O que começou como um pedido de ajuda à Prefeitura de Manaus para reparar uma cratera perigosa no bairro Cidade Nova, zona norte da cidade, acabou se transformando em um pesadelo burocrático para o morador Mauro Augusto Brito Risuenho.
Após relatar o risco causado pelo buraco aberto próximo à sua casa, Mauro recebeu uma multa de R$ 30 mil e foi intimado a desocupar a residência. A justificativa da Prefeitura? Sua casa estaria localizada em uma área verde, o que, segundo a gestão municipal, caracteriza uma ocupação irregular.
O morador, no entanto, questiona a alegação e afirma que paga IPTU há 35 anos, apresentando documentos que comprovariam a regularidade do imóvel.
Justiça obriga Prefeitura a agir, mas decisão não é cumprida
Após a negativa da Prefeitura em resolver o problema da cratera, Mauro recorreu à Justiça. O juiz Gonçalo Brandão de Sousa, da Justiça Estadual, determinou que a administração municipal iniciasse as obras de reparo em até 48 horas e providenciasse abrigo temporário para os moradores afetados, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, podendo chegar a R$ 30 mil.
Mesmo com a ordem judicial, nenhuma obra foi iniciada até o momento, e o morador continua residindo no local, temendo que a situação piore com as chuvas.
Multa e intimação geram indignação
Além de ignorar a decisão judicial, a Prefeitura de Manaus enviou agentes da Guarda Municipal até a casa de Mauro no dia 28 de fevereiro, entregando uma intimação para que ele desocupasse a residência.
A situação gerou revolta entre moradores da região e foi criticada por representantes políticos. O vereador Sargento Salazar declarou que a penalização imposta ao morador “demonstra a contradição da atual gestão, que se preocupa mais em punir cidadãos do que resolver os problemas da cidade”.
O que acontece agora com a residência?
A casa de Mauro continua de pé, mas sua permanência no imóvel segue incerta. Sem receber qualquer auxílio ou alternativa habitacional, ele optou por não deixar o local, temendo que, além da perda da casa, a Prefeitura também não cumpra o compromisso de consertar a cratera.
Enquanto a decisão judicial segue sem cumprimento, a polêmica continua aumentando, e a comunidade aguarda uma posição oficial da Prefeitura para resolver a questão sem prejudicar os moradores.
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