Prefeitura insiste no reajuste, mas decisão judicial mantém tarifa congelada
Justiça barra aumento da tarifa: A polêmica sobre o aumento da tarifa de ônibus em Manaus ganha mais um capítulo. A Justiça do Amazonas barrou novamente o reajuste da passagem, que subiria de R$ 4,50 para R$ 5,00, gerando reações explosivas da população e intensos debates nas redes sociais.
O prefeito David Almeida, que havia anunciado o aumento como medida necessária para evitar o colapso do sistema, enfrenta agora pressões do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) para apresentar justificativas concretas para o reajuste.
Reajuste barrado: o que aconteceu?
A Prefeitura de Manaus anunciou o aumento da tarifa em 10 de fevereiro de 2025, argumentando que os custos operacionais do transporte coletivo haviam disparado e que o município já subsidia metade do valor real da passagem. Segundo o prefeito, o custo por passageiro seria R$ 9,00, e a prefeitura arca com R$ 4,50 desse total.
Entretanto, a decisão foi contestada pelo MPAM, que ingressou com uma ação civil pública para impedir o aumento até que fossem apresentados estudos técnicos detalhados. No entendimento do órgão, a falta de transparência nos cálculos do reajuste prejudica a população e pode ferir princípios administrativos.
Na última terça-feira (25 de fevereiro de 2025), o juiz responsável pelo caso determinou a manutenção da tarifa em R$ 4,50 até que a prefeitura comprove a necessidade do reajuste. A decisão foi recebida com alívio por parte dos passageiros, mas acirrou o embate político.
Impacto no transporte público: colapso à vista?
Empresas do setor alegam que sem o reajuste, o sistema pode entrar em colapso financeiro. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) afirma que a defasagem tarifária dificulta a renovação da frota e compromete o pagamento de funcionários.
Já especialistas apontam que o problema vai além da tarifa. O transporte público em Manaus sofre há anos com falta de investimentos, frota envelhecida e dificuldades na gestão do subsídio. A proposta de reajuste, segundo analistas, seria um paliativo e não resolveria as falhas estruturais do sistema.
Prefeitura rebate e tenta reverter decisão
Em coletiva de imprensa, o prefeito David Almeida criticou a decisão judicial e garantiu que a prefeitura recorrerá para garantir o aumento. Segundo ele, “o reajuste é essencial para manter a qualidade do transporte público e impedir um colapso no serviço”.
A Prefeitura também ressaltou que os recursos destinados ao subsídio são limitados e que a continuidade do congelamento pode resultar em cortes em outras áreas.
Reação popular e discussões nas redes
Nas redes sociais, a suspensão do aumento gerou um verdadeiro furacão de opiniões. Usuários dividem-se entre os que comemoram a decisão judicial e os que criticam a prefeitura pela falta de planejamento para o transporte público.
“A passagem já é cara para um serviço péssimo. O prefeito que corte gastos em vez de jogar a conta para o povo!”, escreveu um usuário no X (antigo Twitter).
Por outro lado, defensores do reajuste argumentam que o valor atual inviabiliza a operação do sistema. “Sem aumento, as empresas vão falir e o transporte vai piorar ainda mais”, comentou um usuário em um fórum local.
O que esperar agora?
Com a Justiça mantendo a tarifa em R$ 4,50, o embate está longe do fim. A Prefeitura deve recorrer da decisão e tentar convencer o Tribunal de Justiça de que o aumento é inevitável.
Enquanto isso, os passageiros continuam pagando o mesmo valor, mas com um futuro incerto sobre a qualidade e sustentabilidade do transporte público da capital amazonense.
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