Acidente ocorreu em obra no Itaim Bibi; vítima teria se posicionado entre cabine e “andar morto”, segundo relatos
Jovem cai em poço de elevador em obra de SP: Um grave acidente foi registrado nesta quarta-feira (2), em uma obra localizada na Rua João de Lacerda Soares, no bairro Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo. Um técnico terceirizado que trabalhava na instalação de um elevador caiu no poço do equipamento e foi socorrido em estado grave.
De acordo com informações apuradas pela CBN e confirmadas pelo Corpo de Bombeiros, o trabalhador estava em serviço dentro do prédio, ainda em fase de construção, quando sofreu a queda de uma altura estimada entre 10 e 12 metros.
Posicionamento entre cabine e “andar morto” pode ter causado o acidente
Segundo relatos de colegas que estavam no local, o jovem se posicionou entre a cabine do elevador e o chamado “andar morto” — uma área sem piso finalizado usada em procedimentos técnicos de instalação. Nesse momento, teria perdido o equilíbrio ou sido surpreendido por movimentação da cabine.
A Polícia Militar chegou a afirmar que a queda foi do quarto andar, mas testemunhas indicam que ele pode ter despencado de um nível inferior, o que será confirmado pela perícia técnica da Polícia Científica.
Vítima teve múltiplas fraturas e foi levada de helicóptero
O Corpo de Bombeiros atuou no resgate com apoio de quatro viaturas e do helicóptero Águia da PM. A vítima apresentava fratura exposta, traumatismo cervical e sinais de pneumotórax, segundo os socorristas. Ele foi encaminhado de helicóptero ao Hospital das Clínicas, onde segue internado em estado grave.
A identidade do trabalhador não foi divulgada, mas sabe-se que ele prestava serviços para uma empresa terceirizada de manutenção e instalação de elevadores.
Perícia investiga uso de equipamentos de segurança
A área foi isolada pela Polícia Militar e a obra parcialmente suspensa para investigação. A principal linha de apuração é se houve falha humana, mecânica ou ausência de equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados.
Até o momento, a empresa responsável pela instalação do elevador e a construtora do prédio não se manifestaram publicamente sobre o ocorrido. A obra está regularizada junto à prefeitura, mas será avaliada pela Defesa Civil.
Redes sociais questionam segurança no canteiro
A repercussão nas redes sociais foi imediata. Muitos internautas cobraram maior fiscalização em obras verticais e responsabilização de empresas contratadas. Outros usuários alertaram para os riscos comuns no chamado “andar morto”, usado temporariamente em instalações antes da finalização do piso.
“Quantos precisam se acidentar para que regras sejam seguidas?”
“O andar morto deveria estar bloqueado por barreiras físicas, não apenas fitas”, escreveu um engenheiro civil no X (antigo Twitter).
Especialistas em segurança do trabalho reforçam que a instalação de elevadores exige procedimentos rigorosos, treinamento constante e fiscalização intensiva em cada etapa.

