Guerra se intensifica: o que esperar do conflito entre Israel e Hamas?
Por que Israel retomou os ataques?
A tensão no Oriente Médio voltou a crescer depois que Israel anunciou a retomada de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza, resultando em mais de 400 mortes nos primeiros dias de bombardeios. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que as operações militares contra o Hamas “vão continuar até que a ameaça terrorista seja eliminada”.
A decisão foi tomada após o colapso da trégua que vigorava há dois meses. O governo israelense acusa o Hamas de não ter cumprido acordos para a libertação de reféns e de continuar planejando ataques contra Israel.
“O Hamas teve a chance de estender o cessar-fogo, mas escolheu continuar o caminho da guerra. Nossos ataques são apenas o começo”, disse Netanyahu em pronunciamento.
A reabertura das ofensivas levanta preocupações sobre a escalada do conflito e a situação humanitária em Gaza.
Bombardeios e cenário de destruição
O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, relatou que os ataques aéreos israelenses atingiram diversas áreas residenciais, além de hospitais e escolas usadas como abrigo por milhares de deslocados.
Testemunhas afirmam que bairros inteiros foram reduzidos a escombros. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram imagens de prédios destruídos e civis em pânico tentando fugir das áreas atingidas.
O Exército de Israel (IDF) justificou as operações alegando que está mirando em alvos estratégicos do Hamas, incluindo túneis subterrâneos, centros de comando e estoques de armamento.
Hamas responde e alerta sobre os reféns
Após os ataques, o Hamas declarou que Israel “sentenciou à morte” os mais de 100 reféns israelenses que ainda estão sob custódia do grupo.
“Cada ataque compromete qualquer chance de libertação. Netanyahu e seu governo serão responsáveis por qualquer refém morto”, disse um porta-voz do Hamas.
Condenação internacional e crise humanitária
A ONU e organizações internacionais condenaram a retomada dos bombardeios, alertando para o risco de uma catástrofe humanitária em Gaza.
O Crescente Vermelho Palestino relatou que hospitais estão superlotados e com estoques de remédios e equipamentos praticamente esgotados.
Países como França e Turquia pediram um novo cessar-fogo imediato, enquanto os Estados Unidos mantêm o apoio a Israel, mas pedem “moderação” para evitar mortes de civis.
O que esperar nos próximos dias?
Especialistas alertam que a guerra pode entrar em uma fase ainda mais destrutiva, com um aumento no número de vítimas e dificuldades para qualquer tipo de acordo de paz.
Em Israel, protestos em Tel Aviv refletem a insatisfação crescente da população, especialmente entre familiares dos reféns, que pressionam o governo para buscar soluções diplomáticas.
Enquanto isso, Gaza se torna um território cada vez mais devastado, com milhões de pessoas sem acesso a água potável, eletricidade e suprimentos médicos.
Veja Também: Bombardeios de Israel a Gaza Interrompem Trégua e Deixam mais de 300 Mortos