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sábado, maio 23, 2026

Câmara aprova “PEC da Blindagem” que pode barrar prisões de parlamentares

Texto que dificulta prisões de parlamentares segue para análise no Senado

PEC da Blindagem aprovada na Câmara: A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos, na noite de 16 de setembro de 2025, a chamada PEC da Blindagem, que altera a Constituição e amplia a proteção judicial para deputados e senadores. O texto foi aprovado por ampla maioria, mas já enfrenta forte resistência no Senado, onde o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), declarou que a proposta “não passará de jeito nenhum”.

O que muda com a PEC aprovada

A proposta aprovada prevê mudanças profundas no tratamento judicial dado aos parlamentares:

  • Autorização prévia: deputados e senadores só poderão ser processados criminalmente pelo STF com aval da respectiva Casa Legislativa.

  • Votação secreta: a decisão sobre autorizar ou não o processo será feita por votação secreta e por maioria absoluta.

  • Prisão em flagrante: mesmo em caso de crime inafiançável, como corrupção ou homicídio, a Câmara ou o Senado terão 24 horas para decidir se mantêm ou derrubam a prisão.

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  • Foro privilegiado ampliado: presidentes de partidos com representação no Congresso também passam a ter foro especial em determinadas situações.

Como foi a votação na Câmara

A aprovação foi conquistada com ampla margem:

  • Primeiro turno: 353 votos a favor, 134 contra e 1 abstenção.

  • Segundo turno: 344 votos favoráveis contra 133 contrários.

Os destaques que buscavam suprimir trechos polêmicos, como a ampliação do foro privilegiado, foram rejeitados.

Reação imediata no Senado

O texto agora precisa ser aprovado por pelo menos 49 dos 81 senadores em dois turnos para entrar em vigor. O presidente da CCJ, Otto Alencar, afirmou:

“Essa PEC não passará de jeito nenhum na comissão. É um absurdo diante da realidade do país e não terá apoio suficiente.”

Outros senadores também manifestaram preocupação, alegando que a proposta poderia comprometer a credibilidade do Congresso junto à população.

Especulações e debate nas redes

Nas redes sociais, a PEC gerou forte repercussão. Muitos usuários apontaram que a medida cria um “escudo de impunidade” para políticos investigados. Outros argumentaram que a votação secreta pode dificultar a cobrança dos eleitores, já que não haverá transparência sobre como cada parlamentar votou.

Já defensores da proposta alegam que a PEC é uma forma de proteger a independência do Legislativo diante de supostas interferências do Judiciário.

Impactos e próximos passos

Caso avance no Senado, a PEC poderá mudar de forma significativa o equilíbrio entre poderes, ampliando o peso do Legislativo sobre decisões judiciais que envolvam parlamentares. Porém, a resistência declarada na CCJ indica que o caminho será difícil.

Veja Também: Governo Lula libera R$ 3,2 bilhões em emendas parlamentares, em meio a ofensiva contra a anistia e pressões no Congresso.

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