Fim da trégua e escalada da violência
Israel rompe trégua e bombardeia Gaza: Os ataques aéreos israelenses à Faixa de Gaza quebraram a trégua em vigor, deixando centenas de mortos e aumentando as tensões na região. Hamas denuncia “sentença de morte” para reféns.
A Faixa de Gaza voltou a ser alvo de intensos bombardeios israelenses, rompendo a frágil trégua que havia sido estabelecida em janeiro. Segundo o Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas, mais de 320 palestinos morreram nos ataques realizados entre a noite de 17 e a manhã de 18 de março.
O governo israelense justificou a ofensiva afirmando que o Hamas não cumpriu o acordo de cessar-fogo, se recusando a libertar reféns israelenses. Com a retomada dos ataques, a situação humanitária em Gaza se deteriora rapidamente, com milhares de civis tentando fugir das zonas de conflito.
Ataques e justificativas de Israel
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a retomada dos bombardeios foi uma resposta à “falta de compromisso do Hamas” com a libertação dos reféns. Segundo ele, a trégua estava sendo usada pelo grupo extremista para se rearmar.
“O Hamas teve a oportunidade de seguir com o cessar-fogo e libertar nossos cidadãos, mas escolheu continuar sua guerra contra Israel. Não podemos permitir que terroristas determinem nosso futuro”, disse Netanyahu em pronunciamento.
Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), os bombardeios tiveram como alvos infraestruturas militares do Hamas, incluindo depósitos de armas e centros de comando. O grupo extremista, por sua vez, afirma que prédios residenciais e hospitais também foram atingidos.
Hamas denuncia “sentença de morte” para reféns
Após o início dos ataques, o Hamas emitiu uma nota acusando Netanyahu de “condenar à morte os reféns israelenses ainda em cativeiro”. Segundo a facção, a ofensiva coloca em risco qualquer possibilidade de novas negociações.
O porta-voz do grupo, Abu Obeida, afirmou que “qualquer refém morto será responsabilidade direta do governo de Israel”. Estima-se que ainda haja mais de 100 israelenses sequestrados em Gaza, incluindo civis e militares.
Reações internacionais e crise humanitária
A comunidade internacional reagiu com preocupação à retomada da violência. A ONU pediu a interrupção imediata dos bombardeios e a retomada das negociações de paz. Países como Espanha, França e Turquia condenaram os ataques israelenses, enquanto os Estados Unidos reiteraram o apoio ao direito de defesa de Israel, mas pediram “cautela para evitar vítimas civis”.
Organizações humanitárias alertam que a situação em Gaza se torna cada vez mais insustentável. O bloqueio imposto por Israel impede a chegada de suprimentos essenciais, como água, alimentos e medicamentos. Segundo a Cruz Vermelha, hospitais do território estão à beira do colapso, sem condições de atender os feridos.
O que esperar nos próximos dias?
A escalada do conflito coloca em risco qualquer possibilidade de um novo cessar-fogo no curto prazo. Especialistas alertam que, com a retomada dos bombardeios, a guerra pode entrar em uma fase ainda mais destrutiva.
Enquanto isso, protestos em Israel se intensificam, com familiares dos reféns pressionando o governo para buscar uma solução diplomática. O desdobramento do conflito nas próximas semanas pode determinar o futuro da região, que vive um dos momentos mais tensos desde o início da guerra.
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