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sábado, maio 23, 2026

Roubo no Louvre: ladrões levam joias reais e deixam para trás diamante de US$ 60 milhões

Ocultos em vestes de trabalhadores, ladrões levaram oito peças avaliadas por “valor incalculável”

Roubo de joias no Louvre deixa patrimônio em risco: Na manhã de domingo, 19 de outubro de 2025, por volta das 9h30 (horário local), um grupo de criminosos invadiu a ala da Galerie d’Apollon, dentro do Louvre, em Paris, e subtraiu oito joias históricas pertencentes à coleção da coroa francesa — incluindo tiaras, colares e broches usados por imperatrizes e rainhas dos séculos XIX.

Os criminosos usaram uma plataforma elevatória (cherry picker) colocada junto à fachada voltada para o rio Sena, cortaram o vidro de uma janela com ferramentas de precisão e fugiram em menos de sete minutos, antes que o alarme fosse totalmente ativado.

Peças roubadas e joia deixada para trás

Entre os itens roubados estão:

  • Uma tiara, colar e brinco de conjunto de safiras que pertenceu à rainha Marie-Amélie e à rainha Hortense.

  • Um colar de esmeraldas e par de brincos de esmeralda do conjunto da imperatriz Marie-Louise.

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  • Uma broche “reliquário” e um grande broche em forma de laço de corpo da imperatriz Eugénie.
    Curiosamente, a coroa completa da imperatriz Eugénie — decorada com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas — foi abandonada fora do museu, provavelmente durante a fuga dos ladrões, e foi recuperada danificada. 
    O famoso diamante conhecido como Regent Diamond, estimado em mais de USD 60 milhões, permaneceu no local, segundo a promotoria francesa.

Linha de investigação e possibilidades levantadas

As autoridades estimam que quatro pessoas participaram da ação, duas delas usando coletes amarelos para se passar por operários da obra, e a fuga foi realizada em motos-scooter. 
Dois caminhos de investigação ganham força:

  • Crime organizado ou roubo sob encomenda destinado a colecionador ou lavagem de dinheiro — conforme admitido pela promotoria.

  • Colaboração interna ou falha grave no sistema de segurança do museu, já sob intenso escrutínio. Nas redes sociais, especula-se que os autores sabiam previamente sobre a obra e o cronograma de segurança do museu.

Impacto para o patrimônio e resposta institucional

O Louvre — que em 2024 recebeu cerca de 8,7 milhões de visitantes — foi fechado temporariamente no domingo para preservação de provas e reavaliação da segurança.

O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou o ato como “um ataque ao patrimônio que prezamos porque é nossa história”. Especialistas apontam que, além da perda financeira, o roubo atinge simbolicamente a memória nacional, e pode desencadear revisão profunda dos protocolos em museus de alto nível.

O que esperar nas próximas semanas

Estima-se que o inquérito reúna imagens de circuito fechado, análise de ferramentas abandonadas e rastreamento de rotas de fuga. A recuperação das joias ainda é incerta — peças desse tipo podem ser rapidamente desmontadas ou alteradas para dificultar rastreamento. 
Enquanto isso, a sociedade francesa aguarda uma resposta forte das autoridades para restaurar a confiança no sistema de segurança cultural e patrimonial.

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