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sábado, maio 23, 2026

Homens em situação de rua são mortos a tiros de fuzil enquanto dormiam no Rio de Janeiro

Ataque brutal na madrugada de Irajá levanta suspeitas sobre execução e reacende debate sobre segurança pública

Homens em situação de rua são mortos a tiros em Irajá: Na madrugada desta sexta-feira (17), moradores de Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, acordaram com o som de tiros de fuzil disparados contra um grupo de homens em situação de rua que dormiam sob a marquise da estação de metrô do bairro. O ataque aconteceu por volta das 4h da manhã, quando um carro parou em frente ao local e seus ocupantes abriram fogo sem aviso, conforme relatos de testemunhas à Polícia Militar.

De acordo com informações do 41º Batalhão (Irajá), dois homens morreram na hora, e um terceiro ficou gravemente ferido, sendo levado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. No local, foram encontradas diversas cápsulas de fuzil espalhadas pelo chão, o que indica o uso de armas de alto calibre e a execução rápida das vítimas, que dormiam no momento do ataque.

Investigação e buscas

As vítimas ainda não foram identificadas oficialmente, mas estima-se que tenham entre 40 e 50 anos. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu o caso e iniciou diligências para identificar o veículo utilizado no crime e seus ocupantes. A Polícia Civil investiga se o ataque tem ligação com grupos criminosos que disputam território na região ou se se trata de uma ação de extermínio contra pessoas em situação de vulnerabilidade.

Moradores próximos afirmaram que ao menos 15 disparos foram ouvidos e que uma residência vizinha chegou a ser atingida pelos tiros, mas ninguém no imóvel se feriu. O local foi isolado para a realização da perícia técnica, e imagens de câmeras de segurança da via serão analisadas para tentar identificar o carro envolvido.

Repercussão e indignação

A brutalidade do crime gerou grande repercussão nas redes sociais. Usuários criticaram o aumento da violência contra pessoas em situação de rua no Rio de Janeiro e pediram uma resposta imediata das autoridades. Em grupos locais de moradores, há quem especule que o ataque possa estar relacionado a vingança ou “limpeza social”, prática condenada por organizações de direitos humanos.

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Entidades como o Movimento Nacional da População de Rua exigiram uma investigação rigorosa e afirmaram que “a vida das pessoas em vulnerabilidade continua sendo tratada com descaso pelo Estado”. Já a Secretaria de Assistência Social informou que está acompanhando o caso e oferecendo suporte aos sobreviventes.

Contexto da violência na região

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ), o bairro de Irajá registrou um aumento de 27% nos casos de homicídio em 2025 em comparação com o ano anterior. A presença de armas de guerra em ações urbanas tem se tornado mais comum, o que reforça o clima de insegurança na zona norte carioca.

Moradores afirmam que a avenida Pastor Martin Luther King Jr., onde ocorreu o ataque, costuma ter pouca iluminação e patrulhamento reduzido durante a madrugada — um cenário que, segundo especialistas, facilita ações de execução como a registrada nesta sexta-feira.

Veja Também: Estados Unidos Retomam Execução por Fuzilamento Após 15 Anos

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