Agente trabalhava como motorista de aplicativo e foi esfaqueado antes de colidir com muro
Policial penal morto em carro no DF: Na noite de 13 de outubro de 2025, o policial penal Henrique André Venturini, de 45 anos, foi encontrado morto dentro de um carro na QS 08, no Riacho Fundo II, Distrito Federal. O veículo, um Chevrolet Onix prata, havia colidido contra um muro quando equipes de resgate chegaram ao local.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, o chamado de emergência ocorreu por volta das 19h20. A perícia identificou uma perfuração profunda no abdômen do agente, causada por uma arma branca, o que transformou a ocorrência inicialmente tratada como acidente em um caso de homicídio.
A circunstância do trabalho como motorista de app
Investigações apontam que Henrique trabalhava como motorista de aplicativo no momento em que foi atacado, possivelmente para complementar sua renda. Colegas relataram que ele costumava dirigir armado, com a arma funcional escondida na cintura, devido ao receio de ser reconhecido por criminosos.
Há suspeitas de que ele possa ter sido identificado por alguém durante uma corrida, o que teria motivado o crime. Outra hipótese considerada pela Polícia Civil é a de latrocínio (roubo seguido de morte).
Suspeito apreendido e novos desdobramentos
Durante as primeiras diligências, a Polícia Civil apreendeu um adolescente de 15 anos que confessou envolvimento no crime e apontou a participação de dois comparsas. O jovem apresentava ferimentos na mão, possivelmente causados durante o confronto com o policial. Ele foi levado a um hospital e, posteriormente, colocado sob custódia.
Peritos encontraram no veículo marcas de sangue e sinais de luta corporal, o que reforça a tese de que o policial tentou reagir antes de ser ferido fatalmente.
Repercussão e debate sobre segurança
A morte do policial penal provocou grande comoção entre servidores do sistema prisional e a população do Distrito Federal. O caso reacendeu discussões sobre a vulnerabilidade de agentes públicos que, diante das condições salariais, recorrem a atividades paralelas como motoristas de aplicativo, expondo-se a riscos adicionais.
A Polícia Civil segue com as investigações e analisa imagens de câmeras de segurança próximas ao local do crime para identificar outros envolvidos e confirmar a motivação do ataque.
Declarações oficiais e investigações em andamento
Autoridades informaram que o caso é tratado como homicídio e que os laudos periciais e depoimentos colhidos serão fundamentais para esclarecer o crime. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a motivação, mas as linhas de investigação incluem tentativa de assalto e possível retaliação.
Nas redes sociais, circulam especulações sobre o caso, incluindo a possibilidade de o policial ter sido reconhecido por criminosos. Contudo, nenhuma dessas versões foi confirmada oficialmente.
Próximos passos da investigação
A perícia segue analisando os vestígios biológicos e as imagens de câmeras da região. Novos depoimentos e prisões podem ocorrer nos próximos dias, conforme o avanço das investigações.
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