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sábado, maio 23, 2026

Moraes autoriza visitas médicas a Bolsonaro após piora em quadro de soluços

Decisão do ministro do STF concede passe livre à médica Marina Pasolini para acompanhar o ex-presidente, que voltou a apresentar complicações de saúde

Moraes libera visitas médicas a Bolsonaro: O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (13) que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba visitas médicas em sua residência sem necessidade de nova autorização judicial.

A decisão foi tomada após a defesa informar que Bolsonaro apresentou piora em seu quadro de soluços persistentes, acompanhados de mal-estar e episódios de queda de pressão.

A médica Marina Grazziotin Pasolini, que já acompanha o ex-presidente desde 2021, foi oficialmente autorizada a realizar visitas médicas com livre acesso à casa onde ele cumpre prisão domiciliar. A medida tem validade indeterminada e permite atendimento emergencial “a qualquer hora, sem necessidade de comunicação prévia ao juízo”.

De acordo com o despacho, Moraes considerou “a urgência do quadro clínico relatado” e destacou que o direito à saúde deve ser assegurado mesmo em regime de restrição judicial.

Histórico de complicações médicas

Jair Bolsonaro, de 70 anos, tem um histórico de problemas gastrointestinais desde que sofreu o atentado à faca em 2018, durante a campanha presidencial.
Desde então, passou por cinco cirurgias abdominais, além de ter sido internado diversas vezes por obstruções intestinais e crises de soluço persistentes.

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Nos últimos meses, aliados do ex-presidente relataram novos episódios de fraqueza, anemia e refluxo gástrico, agravados pelo estresse e pela limitação de mobilidade imposta pela prisão domiciliar.

Fontes próximas ao círculo político de Bolsonaro afirmam que o ex-presidente tem “enfrentado dias de grande instabilidade física e emocional”, o que motivou sua equipe a reforçar o acompanhamento médico constante.

Decisão judicial garante flexibilidade em caso de emergência

Além de liberar o acesso da médica, Moraes autorizou que, em caso de emergência, Bolsonaro possa ser transferido para hospital, desde que a defesa comunique o STF em até 24 horas após o atendimento.

A decisão não altera as demais medidas impostas ao ex-presidente, que continua proibido de conceder entrevistas, usar redes sociais e manter contato com outros investigados.

Juristas avaliam que a medida tem caráter humanitário e preventivo, já que o STF busca evitar polêmicas sobre eventual omissão médica.

Repercussão nas redes e bastidores políticos

A decisão rapidamente repercutiu nas redes sociais.
Apoiadores do ex-presidente celebraram a autorização, afirmando que o STF “finalmente reconheceu a gravidade da situação médica”. Já críticos apontaram que a medida “abre brecha para privilégios” e cobraram transparência sobre o real estado de saúde de Bolsonaro.

Nos bastidores, aliados acreditam que a piora clínica pode intensificar a narrativa de perseguição política, usada pela defesa desde o início da prisão domiciliar.
Outros analistas, porém, afirmam que a decisão de Moraes demonstra equilíbrio jurídico, ao garantir tratamento médico sem flexibilizar as restrições judiciais.

Enquanto isso, Bolsonaro permanece em sua residência sob supervisão policial e acompanhamento médico diário, em um quadro que inspira cuidados, mas não é considerado crítico até o momento.

Veja Também: Moraes pede parecer da PGR sobre prisão de Eduardo Bolsonaro

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