Presidente dos EUA é ovacionado após breve tumulto causado por parlamentares contrários à sua presença no Knesset
Durante o incidente, os manifestantes — identificados como Ofer Cassif e Ayman Odeh, membros da coalizão de esquerda Hadash — exibiram cartazes com frases em defesa do reconhecimento do Estado Palestino. Ambos foram retirados do plenário sob aplausos da maioria dos presentes.
Ao retomar a fala, Trump reagiu com bom humor, elogiando a ação da segurança: “Vocês foram muito eficientes”, declarou, arrancando risadas e aplausos. O restante do discurso foi marcado por momentos de forte apoio e várias ovações, especialmente quando o presidente norte-americano afirmou que “a era do terror e da morte chegou ao fim”, em referência ao recente cessar-fogo entre Israel e o grupo Hamas.
Contexto: o discurso e o cessar-fogo em Gaza
O pronunciamento de Trump ocorreu poucos dias após o anúncio da libertação dos últimos reféns israelenses mantidos pelo Hamas desde 2023, encerrando um dos períodos mais tensos do conflito em Gaza. O cessar-fogo, mediado com apoio dos EUA e do Egito, foi descrito por Trump como “um marco para uma nova era no Oriente Médio”.
Segundo a imprensa local, a visita de Trump a Jerusalém foi planejada como um gesto de reaproximação diplomática e de reafirmação da aliança histórica entre Estados Unidos e Israel. Autoridades israelenses destacaram que o líder americano foi recebido com entusiasmo pela maioria dos parlamentares, reforçando o apoio mútuo entre os dois países.
Repercussão e debates nas redes sociais
Nas redes, o protesto dos deputados repercutiu rapidamente, gerando debates sobre liberdade de expressão e política externa. Perfis progressistas israelenses elogiaram a coragem dos parlamentares em expressar suas opiniões, enquanto apoiadores de Trump e do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificaram o ato como “desrespeitoso”.
Internautas americanos e israelenses também discutiram o impacto político do evento, com alguns apontando que o incidente pode fortalecer a imagem de Trump como líder firme em cenários hostis, enquanto outros criticaram a suposta falta de diálogo em um momento sensível do processo de paz.
Apesar das divergências, o discurso consolidou-se como um dos mais simbólicos do atual mandato de Trump, marcando sua primeira visita oficial ao Oriente Médio desde o retorno à Casa Branca.
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