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sábado, maio 23, 2026

Lula e Trump conversam em sigilo sobre o “tarifaço” que ameaça exportações brasileiras

Ligação entre os presidentes ocorreu na manhã desta segunda-feira e pode redefinir os rumos da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos

Lula e Trump discutem tarifaço em sigilo: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram na manhã desta segunda-feira (6) sobre o chamado “tarifaço”, pacote de aumentos de tarifas americanas sobre produtos brasileiros. A ligação, segundo fontes do Palácio do Planalto e da Casa Branca, estava marcada para as 10h (horário de Brasília) e foi conduzida sob sigilo absoluto, sem transmissão oficial ou divulgação prévia na agenda dos dois líderes.

A conversa ocorreu cerca de duas semanas após a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, onde Trump afirmou publicamente ter uma “química excelente” com Lula e indicou que um diálogo direto aconteceria em breve. A iniciativa partiu do governo norte-americano, que busca recompor laços econômicos com o Brasil após semanas de escalada nas tensões comerciais.

O que motivou o “tarifaço”

As novas tarifas impostas por Washington fazem parte de uma estratégia protecionista da administração Trump para estimular a produção interna americana. O pacote inclui aumentos de até 50% sobre o aço, o alumínio, o etanol e outros produtos brasileiros, o que gerou reações negativas em Brasília e entre exportadores nacionais.

O Itamaraty classificou as medidas como “injustificáveis e unilaterais”, enquanto setores do agronegócio e da indústria pressionam o governo brasileiro a responder com reciprocidade. Fontes da diplomacia brasileira afirmam que a ligação de hoje foi “direta e objetiva”, concentrada em buscar uma saída diplomática para evitar prejuízos bilaterais.

Possíveis acordos em negociação

De acordo com apuração da Reuters, Lula e Trump discutiram a possibilidade de redução gradual das tarifas, com um cronograma de revisão a ser avaliado por uma equipe técnica mista nas próximas semanas. Também teria sido debatida a criação de um grupo de trabalho bilateral, composto por representantes dos ministérios da economia de ambos os países, para tentar equilibrar o comércio entre as duas nações.

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Fontes próximas à Casa Branca afirmaram que Trump teria se mostrado “aberto a negociar”, mas exigiu garantias de proteção para o mercado americano, especialmente nos setores de energia e siderurgia. O governo brasileiro, por sua vez, reiterou que não aceitará medidas punitivas que prejudiquem o agronegócio e a indústria nacional.

Especulações e bastidores da conversa

Apesar do caráter reservado, o diálogo entre os dois líderes dominou as redes sociais. Usuários especularam que o contato pode marcar uma reaproximação política estratégica, com Lula buscando reduzir tensões e Trump tentando melhorar sua imagem diplomática internacional após recentes críticas de aliados europeus.

Analistas apontam que o sigilo da ligação também pode ter sido uma estratégia calculada para evitar interpretações políticas internas nos dois países. Enquanto isso, parlamentares brasileiros ligados ao agronegócio pedem que o governo mantenha “posição firme e sem concessões”.

Expectativa por posicionamentos oficiais

Até o momento, nem o Planalto nem a Casa Branca divulgaram comunicados oficiais sobre o conteúdo da ligação. O Ministério das Relações Exteriores confirmou apenas que “o diálogo ocorreu em clima de respeito e cooperação” e que mais informações serão repassadas “no momento oportuno”.

A expectativa é que uma nota conjunta seja publicada ainda nesta semana, com possíveis detalhes sobre ajustes tarifários, compromissos bilaterais e novas rodadas de conversas. Caso o acordo avance, poderá representar a maior reviravolta diplomática entre Brasil e Estados Unidos desde o início do chamado “tarifaço”.

Veja Também: Lula aposta em encontro com Trump para encerrar “mal-estar” entre Brasil e EUA

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