Cantor segue internado na UTI do Hospital DF Star e passa por tratamento enquanto exames confirmatórios são aguardados
Hungria tem uma melhora após suspeita de intoxicação: O rapper Hungria, de 34 anos, permanece internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, após um quadro clínico compatível com intoxicação por metanol — substância tóxica encontrada em bebidas alcoólicas adulteradas. O artista deu entrada na unidade na quinta-feira (2) com sintomas como forte dor de cabeça, tontura, visão turva, náuseas e vômitos.
De acordo com a equipe médica, Hungria apresentou sinais de acidose metabólica, condição que afeta o equilíbrio químico do sangue e pode ser causada pela presença de metanol no organismo. O cantor foi submetido a hemodiálise como tratamento preventivo para acelerar a eliminação de possíveis substâncias tóxicas.
Estado de saúde e boletim médico
Em boletim divulgado nesta sexta-feira (3), a equipe médica informou que Hungria apresenta “evolução positiva”. Segundo a nota oficial, o cantor dormiu bem, está se alimentando normalmente e permanece estável, com melhora significativa nos exames laboratoriais.
O médico responsável, Dr. Leandro Machado, destacou que o paciente está consciente, respirando espontaneamente e sem necessidade de ventilação mecânica. Ele também passou por avaliação oftalmológica, e até o momento não há indícios de danos à visão, um dos efeitos mais severos da intoxicação por metanol.
Exames e confirmação da causa
Os exames laboratoriais que confirmarão a presença de metanol ainda estão em análise e devem ser concluídos nos próximos dias. A suspeita surgiu após o cantor relatar ter consumido uma bebida alcoólica possivelmente adulterada em evento privado.
Segundo especialistas, o metanol é uma substância extremamente perigosa, e mesmo pequenas quantidades podem causar cegueira permanente ou levar à morte. A rapidez no atendimento e a hemodiálise precoce foram fundamentais para o quadro clínico favorável do rapper.
Repercussão e debate nas redes
Nas redes sociais, fãs e artistas manifestaram apoio ao cantor com mensagens de solidariedade e a hashtag #ForçaHungria. O caso também reacendeu a discussão sobre o aumento de casos de intoxicação por bebidas adulteradas no Brasil.
O Ministério da Saúde confirmou recentemente 59 notificações de intoxicação por metanol, sendo 11 casos confirmados e uma morte em decorrência da substância. Diante do cenário, a Anvisa acionou agências internacionais para importar o antídoto fomepizol, utilizado especificamente no tratamento dessas intoxicações.
Alerta nacional e medidas preventivas
Autoridades de saúde reforçam a importância de não consumir bebidas sem procedência comprovada, especialmente as vendidas em garrafas reaproveitadas ou com rótulos adulterados.
Em todo o país, operações de fiscalização foram intensificadas para identificar fabricantes clandestinos e interromper a distribuição de produtos falsificados.
O caso de Hungria, que continua sob observação médica, trouxe à tona o risco real da falta de controle sobre bebidas ilegais, além de impulsionar discussões sobre políticas públicas de prevenção e combate à falsificação alcoólica.
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