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sábado, maio 23, 2026

Escândalo no INSS: entidades usaram cópias de RG para fraudar biometria de aposentados

“Farra do INSS” revela uso de xerox no lugar de selfies em esquema que burlava autenticação facial

INSS investiga fraude com cópias de RG: A Controladoria-Geral da União (CGU) revelou novas fraudes no esquema conhecido como “Farra do INSS”, no qual entidades usaram cópias de fotos de RG — muitas delas simples xerox — para enganar o sistema de biometria facial e validar falsamente adesões de aposentados a descontos associativos.

As irregularidades foram descobertas durante auditorias que analisaram a implementação da biometria facial obrigatória, medida criada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2024 para garantir que os aposentados confirmassem, por selfie, qualquer autorização de desconto.
Segundo a investigação, em vez de utilizar fotos reais tiradas no momento da adesão, as entidades inseriam imagens de documentos antigos, burlando o sistema de validação automática do INSS.

O tamanho do escândalo

De acordo com relatórios da CGU e informações repassadas ao Ministério da Previdência, pelo menos 18 entidades estão sob suspeita de falsificar assinaturas e manipular biometria. Em alguns casos, foram detectados softwares capazes de gerar assinaturas eletrônicas falsas para aprovar os descontos indevidos.

O objetivo do esquema era autorizar débitos automáticos em aposentadorias e pensões, simulando o consentimento dos beneficiários.
Diversos idosos relataram ter descoberto descontos mensais de R$ 20 a R$ 80 em seus benefícios sem nunca terem se filiado a nenhuma associação.

O que diz o INSS

O INSS informou que as fraudes começaram a ser detectadas após o cruzamento de dados biométricos e assinaturas digitais incompatíveis. Em nota, o instituto confirmou que encaminhou os relatórios para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, solicitando investigação criminal das entidades envolvidas.

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O órgão também anunciou que novas medidas de segurança estão em fase de implementação, incluindo revalidação facial obrigatória e auditoria em tempo real nos sistemas de desconto automático.

Repercussão e críticas nas redes

Nas redes sociais, o caso gerou revolta e desconfiança. A hashtag #FarraDoINSS chegou a figurar entre os assuntos mais comentados do país, com internautas cobrando punição exemplar aos responsáveis.
Alguns usuários criticaram a “fragilidade do sistema” e questionaram por que o INSS permitiu que fotos antigas ou documentos digitalizados fossem aceitos como prova de identidade. Outros apontam que o caso expõe uma brecha tecnológica que pode ter beneficiado grupos organizados há anos.

Impactos e próximos passos

Especialistas em direito previdenciário afirmam que os beneficiários lesados poderão solicitar restituição dos valores descontados indevidamente, mas alertam que o processo pode ser demorado.
Enquanto isso, a CGU e o INSS trabalham para identificar quantos aposentados foram afetados e qual foi o total de prejuízo gerado pelo esquema, que pode ultrapassar milhões de reais em débitos indevidos.

Veja Também: Presidente da Conafer é preso por falso testemunho pela CPMI do INSS, mas é liberado após pagar fiança

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