Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro acompanhará decisão de casa
Mauro Cid fora do STF: O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, tomou a decisão de não comparecer presencialmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para o julgamento do chamado inquérito do golpe. A escolha foi feita em conjunto com seus advogados, que avaliaram que a presença de Cid no plenário não traria benefícios jurídicos e poderia gerar maior exposição pública.
De acordo com informações confirmadas por veículos como CNN Brasil e Metrópoles, Cid acompanhará as sessões de sua residência na Vila Militar, em Brasília, enquanto sua defesa estará representada no tribunal.
Contexto do julgamento
Primeira Turma do STF avalia núcleo estratégico
O julgamento, que ocorre na Primeira Turma do STF entre os dias 2 e 12 de setembro de 2025, abrange os réus considerados parte do “núcleo central” da trama que investigava uma tentativa de golpe de Estado. A expectativa é de que Cid seja julgado junto a militares de alta patente e outros aliados próximos do ex-presidente Bolsonaro.
Defesa adota estratégia de contenção
A ausência física foi uma estratégia calculada da defesa, que teme desgastes adicionais na imagem de Cid, especialmente após ele firmar um acordo de delação premiada. O objetivo é que a argumentação seja conduzida exclusivamente pelos advogados, evitando que sua presença cause repercussão negativa.
Repercussão e impactos políticos
Especulações nas redes sociais
Nas redes sociais, a decisão levantou debates acalorados. Críticos afirmam que a ausência demonstra receio de enfrentar publicamente as acusações, enquanto apoiadores interpretam como um movimento estratégico para preservar sua segurança e dignidade.
Alguns comentários também destacam que a delação de Cid tornou sua imagem ainda mais sensível politicamente, e que seu silêncio físico no tribunal pode ser uma forma de reduzir confrontos diretos com outros réus do processo.
STF e a percepção pública
Especialistas em direito avaliam que a decisão de não comparecer não impacta juridicamente, já que a defesa está garantida em plenário. Contudo, do ponto de vista político, a escolha reforça a tensão em torno do julgamento, visto que Mauro Cid é considerado uma das peças-chave da investigação.
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