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sábado, maio 23, 2026

Mauro Cid decide não comparecer ao STF em julgamento do inquérito do golpe

Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro acompanhará decisão de casa

Mauro Cid fora do STF: O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, tomou a decisão de não comparecer presencialmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para o julgamento do chamado inquérito do golpe. A escolha foi feita em conjunto com seus advogados, que avaliaram que a presença de Cid no plenário não traria benefícios jurídicos e poderia gerar maior exposição pública.

De acordo com informações confirmadas por veículos como CNN Brasil e Metrópoles, Cid acompanhará as sessões de sua residência na Vila Militar, em Brasília, enquanto sua defesa estará representada no tribunal.

Contexto do julgamento

Primeira Turma do STF avalia núcleo estratégico

O julgamento, que ocorre na Primeira Turma do STF entre os dias 2 e 12 de setembro de 2025, abrange os réus considerados parte do “núcleo central” da trama que investigava uma tentativa de golpe de Estado. A expectativa é de que Cid seja julgado junto a militares de alta patente e outros aliados próximos do ex-presidente Bolsonaro.

Defesa adota estratégia de contenção

A ausência física foi uma estratégia calculada da defesa, que teme desgastes adicionais na imagem de Cid, especialmente após ele firmar um acordo de delação premiada. O objetivo é que a argumentação seja conduzida exclusivamente pelos advogados, evitando que sua presença cause repercussão negativa.

Repercussão e impactos políticos

Especulações nas redes sociais

Nas redes sociais, a decisão levantou debates acalorados. Críticos afirmam que a ausência demonstra receio de enfrentar publicamente as acusações, enquanto apoiadores interpretam como um movimento estratégico para preservar sua segurança e dignidade.

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Alguns comentários também destacam que a delação de Cid tornou sua imagem ainda mais sensível politicamente, e que seu silêncio físico no tribunal pode ser uma forma de reduzir confrontos diretos com outros réus do processo.

STF e a percepção pública

Especialistas em direito avaliam que a decisão de não comparecer não impacta juridicamente, já que a defesa está garantida em plenário. Contudo, do ponto de vista político, a escolha reforça a tensão em torno do julgamento, visto que Mauro Cid é considerado uma das peças-chave da investigação.

Veja Também: Mauro Cid afirma ao STF que Bolsonaro leu e editou a “minuta do golpe”, mantendo prisão de Moraes no texto.

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