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sábado, maio 23, 2026

Ministério Público investiga falhas da Prefeitura na fiscalização de mototáxis clandestinos em Manaus

Prefeitura ignora lei e MPAM abre inquérito contra mototáxis clandestinos em Manaus

MPAM investiga mototáxis clandestinos em Manaus: Na quinta-feira, 14 de agosto de 2025, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito civil para apurar o possível descumprimento da Lei Municipal nº 3.379/24, norma que regula o serviço de mototáxis em Manaus. A investigação visa verificar se houve falhas do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) na fiscalização dos mototaxistas, o que poderia estar favorecendo a atuação irregular de mototáxis clandestinos.

O que determina a Lei nº 3.379/24?

Criada em 2024, a lei estabelece diretrizes claras para o transporte de passageiros por mototáxi na cidade. Entre as atribuições ao IMMU estão:

  • regulamentar e autorizar mototaxistas;

  • fiscalizar e autuar quem opera sem autorização;

  • garantir o uso do motocímetro para aferição correta do valor da corrida;

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  • tabelar preços e conceder pontos autorizados;

  • supervisionar os locais de embarque e desembarque.

Como o MPAM conduzirá a investigação

A apuração está sob responsabilidade da 81ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Consumidor (Prodecon), sob coordenação da promotora Sheyla Andrade dos Santos. O IMMU foi formalmente notificado a se manifestar em até 30 dias úteis, apresentando:

  • um relatório detalhado da última fiscalização realizada (irregularidades encontradas e ações tomadas);

  • dados sobre acidentes envolvendo mototáxis nos últimos dois anos.

Riscos à segurança e à concorrência

Segundo o MPAM, a atuação de mototáxis clandestinos — sem motocímetro, descaracterizados e fora de plataformas oficiais — permite a cobrança de tarifas abusivas e prejudica os profissionais que atuam dentro da lei; além de representar ameaça à segurança dos passageiros.

O que as redes sociais estão dizendo?

Nas redes, circulam algumas especulações e debates impulsivos, ainda sem confirmação oficial:

  • Falta de fiscalização estaria beneficiando mototaxistas irregulares;

  • Preocupação com a segurança dos passageiros, que pagam mais e se expõem ao risco;

  • Questionamentos sobre atrasos ou falhas na implantação do motocímetro e na regulamentação em geral.

Essas observações não têm respaldo oficial — são discussões espontâneas que ressaltam a urgência de respostas concretas por parte do poder público.

Quais são os impactos do caso?

  • Para os usuários: o modelo irregular pode elevar preços e comprometer a segurança;

  • Para os mototaxistas regulares: concorrência desleal e prejuízo econômico;

  • Para a gestão municipal: risco de responsabilização por omissão ou falha no serviço público;

  • Para o MPAM: possível encaminhamento de ações extrajudiciais ou judiciais se irregularidades forem confirmadas.

Veja também: Operador de máquina morre afogado após trator cair em igarapé no Amazonas

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