Golpe de alta tecnologia no transporte por aplicativo
Fraude contra Uber no RJ: A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga um esquema que causou prejuízo estimado em R$ 115 mil à Uber. A ação criminosa, revelada na Operação Rota Falsa, foi executada por um grupo que usou inteligência artificial (IA) para criar contas falsas, burlar o sistema de verificação da plataforma e inflar valores de corridas por meio de artifícios no aplicativo.
Segundo a Delegacia de Defraudações (DDEF), a quadrilha teria criado 480 perfis fraudulentos, combinando motoristas e passageiros fictícios, dos quais 478 foram registrados a partir do mesmo endereço.
Como funcionava o esquema
Os golpistas exploravam falhas no sistema de pagamento via Pix da Uber. As etapas incluíam:
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Criar contas falsas usando fotos adulteradas digitalmente ou impressas com rostos sobrepostos;
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Iniciar corridas com “passageiros” também falsos;
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Inserir múltiplas paradas na rota para inflar o valor final;
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Receber o pagamento integral da Uber, mesmo quando o passageiro não quitava a corrida.
As investigações apontam que foram registradas 1.922 viagens suspeitas, sendo 1.125 canceladas — mas ainda assim remuneradas — e 797 concluídas com sucesso.
Principais investigados
A polícia identificou Pedro Pascoli Plata Souza como criador da maioria das contas de motoristas, enquanto as contas bancárias cadastradas para recebimento estariam no nome de Yasmim Gusmão Soares.
O padrão de fraude foi detectado pelo sistema antifraude da própria Uber, que acionou as autoridades.
Na última quarta-feira (13), foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em bairros do Rio, incluindo Alto da Boa Vista, Tijuca, Maracanã e Honório Gurgel.
O que dizem as autoridades e a Uber
A Polícia Civil classificou o golpe como sofisticado, ressaltando o uso da IA para simular identidade facial e enganar o reconhecimento do aplicativo.
A Uber afirmou que colabora integralmente com as investigações e reforçou que mecanismos de segurança estão sendo aprimorados para evitar novas ocorrências.
Repercussão e especulações nas redes
O caso gerou discussões intensas online. Entre as reações mais comuns:
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“Se usassem essa criatividade para o bem, seriam milionários honestamente” — ironizam internautas;
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“Como a Uber não percebeu isso antes?” — questionam usuários, apontando falhas no monitoramento;
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“Vai aumentar o preço da corrida por causa desses golpes” — preocupação sobre impactos para os clientes.
Especialistas em segurança digital também destacam que o caso mostra a evolução das fraudes com IA e a necessidade de novas barreiras tecnológicas.
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