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sábado, maio 23, 2026

Criança de 10 anos morre ao cair do 4º andar de prédio de luxo em Fortaleza

Polícia investiga queda fatal de menino em prédio de luxo; tela rasgada pode ter causado o acidente

Menino cai do 4º andar em Fortaleza

Uma criança de 10 anos morreu após cair do 4º andar de um prédio residencial localizado na Rua Oswaldo Cruz, no bairro Aldeota, área nobre de Fortaleza (CE). O caso aconteceu na tarde da segunda-feira (29/07) e está sendo tratado, inicialmente, como um acidente doméstico, segundo a Polícia Civil do Ceará.

O menino estava no apartamento dos avós paternos quando, por razões ainda não esclarecidas, caiu de uma altura de quase 10 metros. Informações preliminares indicam que ele teria passado por uma abertura na tela de proteção da janela, que estaria danificada. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e equipes da PMCE estiveram no local para apurar as causas.

Como tudo aconteceu: falha na proteção e queda instantânea

De acordo com testemunhas ouvidas pela imprensa, o menino estava no quarto acompanhado da irmã. Em determinado momento, teria se aproximado da janela e se apoiado sobre a tela de proteção, que não resistiu ao peso e cedeu. A queda foi direta para o pátio interno do condomínio, causando morte imediata.

A Pefoce recolheu fragmentos da tela e ganchos de fixação, que serão analisados para verificar se houve negligência na manutenção. Segundo relatos preliminares, a estrutura apresentava sinais de ferrugem e desgaste.

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Polícia abre inquérito e prédio pode ser responsabilizado

A Polícia Civil confirmou a abertura de um inquérito policial para investigar se houve omissão, falha técnica ou negligência por parte da administração do prédio ou dos responsáveis pelo imóvel. A delegacia que apura o caso já colheu depoimentos de familiares e de funcionários do edifício.

Caso seja confirmada falha humana ou técnica, o condomínio poderá responder civilmente por não garantir a segurança de moradores e visitantes. Especialistas apontam que a revisão periódica de telas de proteção deve ocorrer a cada 2 anos, ou conforme desgaste aparente.

Repercussão nas redes sociais e debate sobre segurança infantil

O caso comoveu a população local e gerou ampla repercussão nas redes sociais. Muitos usuários lamentaram a perda da criança e questionaram a qualidade das telas instaladas em apartamentos, especialmente em prédios de alto padrão.

Há quem defenda a criação de leis estaduais que obriguem inspeções regulares em telas e varandas de prédios com crianças. “Uma tragédia como essa não pode ser tratada como fatalidade quando há sinais de desgaste ignorados”, escreveu uma internauta no X (antigo Twitter).

O que dizem especialistas e próximos passos

Segundo o engenheiro civil Marcos Lacerda, telas de proteção devem ser fabricadas com material resistente à luz solar e à corrosão, especialmente em regiões litorâneas como Fortaleza. “Telas frágeis ou mal fixadas perdem resistência em pouco tempo. É responsabilidade dos administradores e moradores manter a segurança em dia”, explicou em entrevista ao Diário do Nordeste.

A criança, cujo nome não foi divulgado por respeito à família, será velada de forma reservada. A investigação seguirá nos próximos dias com novas perícias e análise de imagens internas do prédio.

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