Corpo de Nicolly, de 14 anos, foi localizado dentro de uma lagoa; polícia investiga crime com requintes de crueldade e descarta ligação com facção
Adolescente morta com sigla PCC no corpo: O corpo da adolescente Nicolly Fernanda Pogere, de apenas 14 anos, foi encontrado na última sexta-feira (18), dentro de uma lagoa no bairro Chácaras Pães, em Hortolândia (SP), com marcas de extrema violência. A vítima foi identificada por familiares e estava desaparecida desde o início da semana. O que mais chamou atenção foi a presença das letras “PCC” escritas nas costas da jovem, o que inicialmente levantou suspeitas de envolvimento da facção criminosa.
Homicídio brutal e tentativa de desvio de foco
Segundo o delegado responsável pelo caso, José Regino, a jovem foi morta com golpes na cabeça, perfurações por arma branca, esquartejada e depois teve o corpo parcialmente enterrado e abandonado em uma lagoa. As iniciais “PCC” teriam sido gravadas nas costas da vítima numa clara tentativa de desviar o foco das investigações.
“Acreditamos que a escrita com referência ao PCC foi feita propositalmente para induzir a polícia ao erro. Tudo indica que se trata de um crime passional ou motivado por ciúmes”, afirmou o delegado em coletiva.
Suspeita recai sobre ex-namorado e redes apontam feminicídio
O principal suspeito é o ex-namorado da adolescente, cuja identidade não foi divulgada. A polícia investiga o possível envolvimento de outros indivíduos no crime. Nas redes sociais, usuários reagiram com indignação e revolta, classificando o caso como mais um episódio de feminicídio envolvendo adolescentes.
Comunidade abalada e comoção nas redes
O caso causou grande comoção em Hortolândia e em todo o país. Familiares, amigos e ativistas pelos direitos das mulheres exigem justiça e cobraram celeridade nas investigações. A hashtag #JustiçaPorNicolly rapidamente se espalhou no X (antigo Twitter), com milhares de usuários compartilhando mensagens de pesar e revolta.
A Prefeitura de Hortolândia lamentou o ocorrido em nota e ofereceu apoio psicológico à família. A escola da adolescente decretou luto oficial por três dias.
Polícia trabalha com linha de crime passional
A polícia civil do interior paulista já descartou qualquer ligação entre o homicídio e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A hipótese mais forte até o momento é de que o crime foi cometido com motivação pessoal, envolvendo ciúmes, posse e relacionamento abusivo.
A Delegacia de Defesa da Mulher também acompanha o caso, que segue em investigação sob sigilo. A expectativa é de que novos depoimentos e exames técnicos ajudem a esclarecer o crime nos próximos dias.
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