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sábado, maio 23, 2026

Psicóloga pede desculpas após apoiar ataque à família de Justus e usa “metáfora” como justificativa

Após repercussão negativa e ação judicial de R$ 300 mil, Aline Alves de Lima recua e afirma que comentário agressivo foi mal interpretado

Psicóloga recua após ataque a família Justus: A psicóloga Aline Alves de Lima, de 35 anos, se retratou nesta sexta-feira (19) após endossar uma ameaça contra a filha do empresário Roberto Justus, feita nas redes sociais. Em comentário anterior, ela havia escrito: “Tem que matar mesmo! PQP!” — frase que, segundo ela, teria sido “mal interpretada”.

No vídeo de retratação publicado em suas redes sociais, Aline alegou que usou a expressão de forma simbólica, como uma metáfora para demonstrar indignação com desigualdades sociais. Ela classificou sua fala como uma reação exagerada ao que chamou de “aristocracia insensível”, sem intenção de incitar violência real. “Errei na forma. Peço desculpas à família Justus e a todos que se sentiram ofendidos”, declarou.

A fala original havia sido publicada como resposta a um comentário do professor Marcos Dantas, que também havia usado termos como “guilhotina” ao se referir à elite econômica brasileira.

Justus e esposa processam por danos morais e pedem R$ 600 mil

Roberto Justus e sua esposa, Ana Paula Siebert, acionaram a Justiça após a repercussão das mensagens. Em nota oficial, o casal afirmou que, independentemente de haver intenção literal, o conteúdo era “violento, cruel e inadmissível”, especialmente por ter como alvo uma criança de três anos.

Eles entraram com duas ações na Justiça, cobrando R$ 300 mil de indenização de Aline Alves e outros R$ 300 mil do professor Marcos Dantas. Segundo os advogados da família, as mensagens configuram discurso de ódio contra menor de idade, o que amplia a gravidade jurídica da situação.

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A defesa da psicóloga ainda não se manifestou sobre o processo, mas declarou que Aline está “em profundo abalo emocional” e pretende colaborar com a Justiça.

Rede reage com polarização: metáfora ou incitação à violência?

O caso ganhou repercussão nacional nas redes sociais, dividindo opiniões entre internautas. Parte do público defende que a fala de Aline foi, de fato, uma metáfora mal construída, fruto de indignação social. Já outra parcela critica o uso de termos como “matar” e “guilhotina” em qualquer contexto, especialmente quando direcionados a crianças.

Juristas alertam que a liberdade de expressão não pode ser usada como escudo para incitação à violência, mesmo que simbólica. “Metáforas que envolvem a morte de alguém, principalmente menores, podem configurar ilícito civil e penal”, afirmou o advogado André Costa, especialista em direito digital.

O Conselho Regional de Psicologia (CRP) informou que já recebeu denúncias formais sobre a conduta de Aline e que o caso será analisado pela comissão de ética da instituição.

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