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sábado, maio 23, 2026

Delegado que indiciou Bolsonaro é intimado pelo STF após faltar a audiência

Fabio Shor, da Polícia Federal, não compareceu ao depoimento no Supremo; Moraes reage e determina nova convocação

STF intima delegado de Bolsonaro: O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou o delegado da Polícia Federal Fabio Alvarez Shor para prestar depoimento presencial após sua ausência em uma audiência marcada para quarta-feira (17). Shor é o responsável pelo indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado.

A nova intimação, determinada nesta quinta-feira (18), ocorre após a defesa de Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência e também investigado no caso, solicitar que o delegado seja ouvido formalmente. Os advogados alegam que a ausência de Shor fere o direito à ampla defesa e compromete a transparência do processo.

Delegado é peça-chave no inquérito da tentativa de golpe

Fabio Shor foi o responsável pela conclusão do relatório da Operação Tempus Veritatis, que levou ao indiciamento de Bolsonaro e aliados por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O relatório reúne elementos como reuniões com militares, minutas de decretos de Estado de Defesa e movimentações suspeitas antes do segundo turno de 2022.

Segundo fontes ligadas à Polícia Federal, a ausência do delegado teria ocorrido por “conflito de agenda”. Moraes, no entanto, não aceitou a justificativa e deu prazo de cinco dias para Shor apresentar formalmente suas razões e comparecer em nova data a ser definida pelo STF.

Reações dividem redes sociais e acirram clima político

A intimação movimentou os debates nas redes sociais. Aliados de Bolsonaro classificaram o episódio como tentativa de coação contra a PF, insinuando perseguição política. Já opositores do ex-presidente cobram explicações públicas do delegado e questionam o impacto da ausência no andamento do processo.

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Juristas consultados por veículos como O Globo e CNN Brasil afirmam que a convocação é legítima e visa garantir a integridade do direito de defesa no inquérito que pode, no futuro, levar à denúncia formal de Bolsonaro e de ex-integrantes do governo.

A investigação segue sob sigilo parcial, mas novos depoimentos e medidas cautelares devem ser autorizados nas próximas semanas. Moraes não descartou a possibilidade de condução coercitiva caso a ausência do delegado volte a ocorrer sem justificativa plausível.

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