Alta histórica é puxada por grandes investidores e clima otimista no mercado global
Bitcoin bate recorde histórico: O Bitcoin (BTC) quebrou mais um recorde nesta quinta-feira (10) ao ultrapassar os US$ 116 mil, atingindo o maior valor de sua história. Segundo dados da Reuters e Economic Times, a criptomoeda chegou a ser negociada acima de US$ 116.800, impulsionada principalmente pelo forte movimento de entrada de investidores institucionais e por um ambiente político e regulatório favorável nos Estados Unidos.
A valorização acumulada em 2025 já ultrapassa 24%, enquanto o ganho em 12 meses passa dos 100%. A nova máxima histórica ocorre em um contexto de enfraquecimento do dólar, expectativa de cortes nos juros nos EUA e liquidações massivas de posições vendidas.
Por que o Bitcoin disparou?
Investidores institucionais lideram a alta
O principal combustível para a nova máxima são os grandes investidores institucionais, como fundos de pensão, gestoras e tesourarias de empresas que estão apostando fortemente em Bitcoin. O fluxo de capital para ETFs de Bitcoin listados em bolsas norte-americanas alcançou recordes diários, segundo dados da CoinShares.
Segundo relatório da plataforma 10x Research, a pressão compradora é a mais alta desde novembro de 2021, superando até mesmo o período de euforia anterior ao halving.
Ambiente regulatório estimula o mercado
A administração Trump, que retornou ao poder em julho de 2025, tem adotado um discurso abertamente favorável às criptomoedas. Medidas como a nomeação de figuras pró-Bitcoin para agências reguladoras, sinalização positiva para o setor de ETFs e até mesmo a proposta de criar uma reserva estratégica de criptoativos estão fortalecendo a confiança de grandes players no mercado.
Especialistas acreditam que essa guinada regulatória pode representar uma mudança duradoura no papel do Bitcoin na economia global.
O que dizem os dados do mercado?
Volume e liquidez reforçam tendência de alta
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O volume de negociação ultrapassou US$ 70 bilhões em 24 horas.
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Diminuição de Bitcoin disponível em exchanges indica que investidores estão guardando os ativos em carteiras frias, sinalizando otimismo de longo prazo.
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O número de endereços com mais de 1 BTC atingiu novo recorde, de acordo com a Glassnode.
Além disso, centenas de milhões de dólares em posições vendidas foram liquidadas nas últimas 48 horas, contribuindo para a aceleração do movimento de alta.
Expectativa de novo salto até US$ 150 mil ganha força
No X (antigo Twitter), Reddit e grupos de traders, muitos já projetam um novo alvo para o Bitcoin: US$ 150 mil até setembro. Analistas técnicos destacam o rompimento consistente da resistência de US$ 113 mil como o gatilho para o próximo ciclo de valorização.
Outros internautas, no entanto, mantêm cautela. “Já vi esse filme antes. Vai subir mais um pouco e corrigir forte depois”, escreveu um usuário no fórum r/cryptocurrency.
O que esperar a partir de agora?
Mercado otimista, mas atento à geopolítica e decisões dos EUA
Apesar do momento otimista, analistas recomendam atenção a eventos externos, como a crise comercial entre EUA e Brasil, instabilidades na Europa e possíveis novas regulamentações sobre stablecoins.
Se o Bitcoin conseguir se manter acima de US$ 113 mil até o fim da semana, especialistas da Milk Road e da Binance Research acreditam que há 20% de chance de atingir US$ 150 mil nos próximos dois meses.
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