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sábado, maio 23, 2026

Rússia intensifica uso de armas químicas na guerra contra a Ucrânia, aponta inteligência alemã

Agência de espionagem identifica substância altamente tóxica sendo utilizada em larga escala por tropas russas em território ucraniano

Rússia usa cloropicrina na guerra contra Ucrânia: Autoridades de inteligência da Alemanha confirmaram nesta semana que a Rússia tem intensificado o uso de armas químicas proibidas contra tropas da Ucrânia. O relatório mais recente revela a aplicação da substância cloropicrina, considerada uma das mais perigosas já desenvolvidas para uso militar, especialmente em ambientes confinados.

A informação foi confirmada pelo Serviço Federal de Inteligência da Alemanha (BND) e também teve respaldo do governo da Holanda, que afirmou que o uso da substância está se tornando uma prática “sistemática” por parte das forças armadas russas.

Cloropicrina: o composto usado como arma

A cloropicrina é uma substância química altamente tóxica que provoca irritação severa nos olhos, pulmões e pele, podendo causar sufocamento em concentrações elevadas. Embora originalmente tenha sido usada como pesticida, seu uso como arma é estritamente proibido pela Convenção sobre Armas Químicas, da qual a Rússia é signatária.

Segundo os relatórios alemães e holandeses, a substância estaria sendo lançada por drones em frascos improvisados sobre posições ucranianas, em especial trincheiras e abrigos, onde os efeitos do gás se tornam potencialmente letais por falta de ventilação adequada.

Comunidade internacional reage com preocupação

O ministro da Defesa da Holanda, Ruben Brekelmans, declarou em pronunciamento oficial que o uso da cloropicrina representa uma grave violação do direito internacional. Ele ainda afirmou que o comportamento das forças russas “normaliza o uso de armas químicas” e coloca em risco os padrões globais de conduta militar.

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A Holanda defendeu a exclusão da Rússia do Conselho Executivo da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) e pediu que os demais países membros da convenção se posicionem com firmeza.

Números e registros de uso

De acordo com informações divulgadas pelo governo ucraniano e corroboradas por análises de inteligência europeias:

  • Mais de 9.000 incidentes de uso de substâncias químicas teriam sido registrados desde 2022.

  • Pelo menos três soldados ucranianos morreram em decorrência direta da exposição a agentes químicos.

  • Mais de 2.500 militares foram diagnosticados com sintomas graves de intoxicação por gás.

As autoridades ucranianas solicitaram apoio à OPAQ para abrir uma investigação formal. No entanto, segundo o tratado vigente, apenas Estados-membros podem fazer essa solicitação, e até agora nenhum país o fez oficialmente.

O que dizem os especialistas

Especialistas em armamento químico alertam que o uso de cloropicrina, mesmo em pequenas quantidades, viola não apenas tratados internacionais, mas também os princípios do direito humanitário de guerra. Além de causar danos físicos severos, a exposição contínua pode gerar sequelas pulmonares e neurológicas permanentes.

Eles também ressaltam que o uso em trincheiras e locais fechados tem como objetivo maximizar o sofrimento e incapacitar tropas de forma cruel e prolongada.

Veja Também: Putin surpreende e diz que Rússia está pronta para nova rodada de negociações com a Ucrânia

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