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sábado, maio 23, 2026

Moraes manda prender de volta o homem que quebrou relógio no ataque de 8/1

Decisão do STF marca reviravolta no caso

Moraes manda prender acusado de quebrar relógio no 8/1: Nesta quinta-feira (19/6/2025), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão imediata de Antônio Cláudio Alves Ferreira — o mecânico que danificou o relógio histórico do Palácio do Planalto durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 — e requisitou a investigação da conduta do juiz de Uberlândia (MG) que o havia liberado.

Motivos que levaram à soltura — e ao retorno à prisão

Progressão concedida por juiz local

Na terça (17/6), o juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, da Vara de Execuções Penais de Uberlândia, autorizou a progressão de Ferreira para o regime semiaberto. O magistrado justificou que ele havia cumprido 16% da pena (aproximadamente 2 anos e 4 meses), não cometeu faltas graves e apresentou “boa conduta carcerária”. Porém, dispensou o uso de tornozeleira eletrônica, alegando falta do equipamento no sistema penal mineiro.

Intervenção: STF desmonta decisão

Moraes anulou imediatamente a soltura, argumentando que:

  • Juízes de primeira instância não têm competência para decidir sobre progressão em casos do 8/1, cuja jurisdição é exclusiva do STF.

  • Crimes com violência e grave ameaça exigem cumprimento mínimo de 25% da pena — e Ferreira havia cumprido apenas 16%.

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  • Determinou que a Polícia Federal investigue se o juiz mineiro agiu com excesso de autoridade.

O relógio e o crime que chocou o país

O objeto em questão é um relógio do século XVII, criado por Balthazar Martinot, oferecido à corte de Dom João VI pela França em 1808. A peça, valiosa e rara, teve ponteiros, numerais e detalhes esculpidos destruídos durante a invasão ao Planalto.

Em janeiro de 2023, Ferreira foi preso, e em junho de 2024 foi condenado pelo STF a 17 anos de reclusão, por crimes como abolição violenta do Estado de Direito, associação criminosa armada e dano qualificado.

 Reação pública e discussões nas redes

Apoio ao endurecimento judicial

Especialistas e grande parte da opinião pública defendem a decisão, alegando que reforça o comando do STF sobre crimes do 8/1, evitando decisões divergentes nas instâncias inferiores.

Questionamentos controversos

Nas redes, surgiram questionamentos como:

  • “Se cumpriu a fração e se comportou bem, a progressão era inevitável?”

  • “A falta da tornozeleira foi realmente justificável?”
    Essas discussões, embora legítimas, não encontram amparo legal frente ao entendimento do STF.

Próximos desdobramentos

  • Retorno imediato ao regime fechado em presídio federal ou estadual.

  • Investigação formal da decisão judicial por parte da Polícia Federal, sob determinação de Moraes.

  • STF reafirma sua competência exclusiva sobre a execução penal de condenados por crimes do 8/1.

Veja Também: STF tenta intimar Bolsonaro e aliados em ação penal por suposta trama golpista

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